Por Maura Pereira
Os barões investiam fortunas em casarões, igrejas e obras públicas. / Imagem ilustrativa
A 148 km do Rio de Janeiro, na serra fluminense, uma cidade guarda casarões de barões, jardins projetados por paisagista francês e fazendas do século XIX abertas a visitação. Valença é a porta de entrada do Vale do Café, a região que já produziu 75% do café consumido no mundo e agora atrai viajantes em busca de história, natureza e noites embaladas por serenatas.
Fundada oficialmente em 1823, Valença nasceu de um aldeamento dos índios Coroados e ganhou o nome em homenagem a Dom Fernando José, descendente de nobres da cidade espanhola de Valência. A riqueza veio rápido com o café. Na década de 1860, a região do Vale do Café fluminense respondia por cerca de 75% da produção nacional de café, segundo registros do Instituto Preservale.
Os barões investiam fortunas em casarões, igrejas e obras públicas. Em 1869, o pianista polonês Gottschalk se apresentou no Teatro Glória para uma plateia de fazendeiros. Os jardins da cidade foram projetados em 1884 pelo paisagista francês Auguste Glaziou, o mesmo que desenhou a Quinta da Boa Vista no Rio. A abolição e o esgotamento do solo encerraram o ciclo, mas os sobrados e as fazendas resistiram ao tempo.
Valença vem atraindo novos moradores e turistas com seu ar histórico e estilo de vida mais calmo. // Créditos: Wikimedia Commons
Valença reúne patrimônio urbano e fazendas históricas em distâncias curtas. O centro guarda a arquitetura do apogeu cafeeiro, enquanto os distritos rurais oferecem imersão no Brasil imperial.
O vídeo do canal De fora em Juiz de Fora, apresentado por Tati Marmon, faz um tour detalhado pela cidade de Valença, no Rio de Janeiro. Localizada na região do Vale do Café, Valença é rica em história imperial, cultura indígena e belezas naturais.
Fonte: Correio Braziliense
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