Tratado reduz tarifas de importação e abre espaço para exportação de café torrado e embalado para o mercado europeu
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O acordo comercial entre os países do Mercosul e a União Europeia entrou em vigor provisoriamente no dia 1º de maio e já movimenta o setor cafeeiro da região de Franca. A expectativa é de ampliação das exportações, principalmente do café industrializado, já pronto para consumo, além do tradicional café verde exportado pelo Brasil.
A medida prevê a redução gradual das tarifas de importação para produtos brasileiros vendidos na Europa. No caso do café, o tratado beneficia especialmente o café torrado e o café solúvel, que atualmente possuem taxas de exportação para o mercado europeu.
Segundo o gerente de comercialização da COCAPEC, William César Freiria, o Brasil historicamente exporta o café verde, que é processado no destino final antes de chegar às prateleiras. Com o novo cenário, o país passa a ter oportunidade de ampliar a venda do produto já industrializado.
William explica que a redução das tarifas acontecerá de forma progressiva ao longo de quatro anos, período considerado importante para adaptação das indústrias e consolidação do novo modelo comercial.
O gerente destaca ainda que o Brasil está preparado para atender à possível ampliação da demanda internacional. Atualmente, o país é o maior produtor mundial de café e possui capacidade de expansão da produção, impulsionada pelo avanço tecnológico no campo.
O acordo também reforça a necessidade de cumprimento das exigências ambientais e sanitárias impostas pela União Europeia. Entre elas, estão regras relacionadas ao desmatamento, rastreabilidade da produção e uso de agroquímicos.
Segundo William, o parque cafeeiro brasileiro já atende a grande parte dessas exigências. Ele afirma que as áreas de produção de café no país são consolidadas e que há mecanismos de rastreabilidade capazes de identificar a origem do produto exportado.
O representante da cooperativa também ressaltou que produtores da região têm investido cada vez mais em qualidade, tecnologia e certificações, o que amplia as possibilidades de acesso ao mercado europeu, principalmente para pequenos produtores.
Além da exportação do café em grão, o novo acordo pode abrir espaço para cafés especiais produzidos na região da Alta Mogiana chegarem diretamente aos supermercados europeus.
William destaca que consumidores da Europa valorizam produtos com origem rastreável, qualidade diferenciada e histórias ligadas à produção em pequenas propriedades rurais. Segundo ele, isso pode beneficiar produtores que investem em cafés especiais e produção sustentável.
A expectativa do setor é que o acordo fortaleça toda a cadeia produtiva do café, com reflexos na geração de empregos, movimentação econômica e ampliação da presença do produto brasileiro no mercado internacional.
Fonte: CBN
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