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Manejo eficiente garante alta produtividade do café

Manejo define produtividade do café

Agrolink – Seane Lennon

Foto: Pixabay

A cafeicultura mantém o Brasil na liderança mundial na produção e exportação de café e deve registrar crescimento na safra 2026/27, segundo projeções de mercado e órgãos oficiais. Estimativas da Safras & Mercado indicam produção recorde de até 75,65 milhões de sacas de 60 quilos, enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento projeta 66,2 milhões de sacas, alta de 17% em relação à temporada anterior.

Com a colheita já iniciada em algumas regiões e previsão de avanço entre maio e junho, especialistas apontam que o período é decisivo para consolidar os resultados das estratégias adotadas ao longo do ciclo produtivo.

Segundo o engenheiro agrônomo João Silvatti, gerente de Marketing Regional da IHARA, o controle de pragas, doenças e plantas daninhas é determinante para sustentar a produtividade. “Além disso, o monitoramento constante das condições climáticas, aliado às boas práticas agrícolas e ao uso de tecnologias eficazes, é fundamental para garantir a formação de frutos de qualidade e uma safra bem-sucedida”, afirmou.

Em um cenário de volatilidade de preços, o manejo eficiente também influencia diretamente a rentabilidade. “A cafeicultura exige atenção contínua, com decisões assertivas em cada fase do desenvolvimento da cultura. Estamos em uma janela estratégica para o planejamento da próxima safra, e as escolhas feitas neste período são fundamentais para o potencial produtivo das lavouras. Nosso compromisso é oferecer soluções cada vez mais completas, que contribuam diretamente para a produtividade, a sustentabilidade e o resultado econômico”, ressaltou.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a produção de café segue o ciclo da bienalidade, com alternância entre anos de maior e menor produtividade, o que reforça a necessidade de planejamento e manejo estratégico para reduzir impactos.

Entre os desafios enfrentados pelos produtores estão pragas como o bicho-mineiro e a broca-do-café, além de doenças como a ferrugem-do-cafeeiro e a mancha-de-phoma, que podem comprometer a produtividade e a qualidade dos grãos. O manejo integrado, incluindo controle de plantas daninhas, é apontado como estratégia para reduzir perdas e garantir o desenvolvimento das lavouras.“O controle eficiente é essencial para evitar perdas e as tecnologias são aliadas importantes nesse processo, contribuindo para uma produção mais uniforme e de qualidade”, reforçou Silvatti.

Leonardo Assad

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