Por Franciele Brígida | Rádio Itatiaia
Segundo o coordenador Platinny Paiva, a ideia é envolver todo mundo, desde quem trabalha na roça até quem vive na cidade. • Franciele Brígida
Minas Gerais avança em uma etapa fundamental para o reconhecimento da Paisagem Cultural Cafeeira como patrimônio cultural estadual. A iniciativa, que ganhou força após o 2º Fórum Regional de Cultura Cafeeira em Varginha, agora foca na adesão formal de municípios, entidades e da própria sociedade civil. O objetivo é consolidar o apoio necessário para o encaminhamento do processo ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA).
Para viabilizar o reconhecimento, foram estruturados três mecanismos de participação: a Anuência Municipal para prefeituras, a Declaração de Apoio Institucional para cooperativas e sindicatos, e a Petição Pública para cidadãos. Segundo Platinny Paiva, coordenador da ação pela AME Cultura, a petição individual funciona como um convite para que qualquer pessoa possa apoiar o movimento.
Platinny ressalta que, embora o volume de assinaturas seja importante, o foco principal é comprovar a união de diferentes setores. “O que a gente quer é demonstrar a diversidade desse apoio. Mostrar que se trata de uma iniciativa coletiva que envolve não só o setor produtivo, mas toda a sociedade”, explicou o coordenador em depoimento cedido à Itatiaia Sul de Minas.
O reconhecimento oficial é visto como um passo estratégico para a identidade mineira, especialmente no Sul de Minas, onde a produção de cafés especiais e a presença de cooperativas são marcas registradas. Para os organizadores, o título de paisagem cultural abre portas para o fortalecimento do turismo e a integração com novas políticas públicas de desenvolvimento regional.
Os interessados em participar e acessar os documentos oficiais podem utilizar a plataforma oficial da iniciativa. A mobilização busca colocar o café de Minas em um patamar de visibilidade global, similar ao que já ocorre com a cultura cafeeira da Colômbia perante a UNESCO.
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