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Durante os últimos anos, as máquinas de café de cápsulas tornaram-se um elemento quase obrigatório nas cozinhas portuguesas, graças à facilidade de preparação e à rapidez no dia a dia. No entanto, este hábito está a mudar e muitos consumidores estão agora a afastar-se destes equipamentos.
A principal razão apontada para esta mudança é económica. O aumento contínuo do preço das cápsulas nos supermercados tem vindo a pesar significativamente no orçamento das famílias. Quando se faz a conta ao custo por quilo, torna-se evidente que o café em cápsula pode sair bastante mais caro do que outras opções tradicionais, pode ler-se no Leak.
Além disso, muitas marcas adotam um modelo de negócio em que o equipamento é vendido a um preço relativamente acessível, mas o consumo diário acaba por funcionar como uma espécie de custo recorrente elevado — descrito por alguns consumidores como uma “renda mensal disfarçada”.
A questão não é apenas financeira. Muitos consumidores começaram também a valorizar mais a qualidade do café que consomem diariamente. Apesar da conveniência, o café em cápsula não consegue, segundo muitos apreciadores, igualar o aroma e a intensidade de um café feito com grão moído na hora.
A frescura do café acabado de moer faz toda a diferença na experiência, algo que os sistemas de cápsulas dificilmente conseguem replicar.
Nas redes sociais, é cada vez mais comum ver utilizadores a partilhar a sua insatisfação com algumas opções disponíveis no mercado. Muitos referem que escolher cápsulas mais económicas pode ser arriscado, uma vez que o resultado pode variar bastante.
Há quem descreva certos cafés como tendo um sabor demasiado amargo ou até “queimado”, o que acaba por comprometer o momento diário do café.
Apesar da crescente desilusão com as cápsulas, ainda existe alguma resistência à mudança. O investimento inicial numa máquina de café com moinho integrado ou em equipamentos mais tradicionais continua a ser um fator de hesitação para muitos consumidores.
No entanto, quem já fez essa transição garante que o custo é rapidamente compensado, sobretudo devido ao preço mais baixo do café em grão quando comparado com as cápsulas.
Muitos consumidores estão também a redescobrir o café de torrefações locais e do comércio tradicional, onde é possível encontrar opções mais variadas e adaptadas ao gosto pessoal. Esta mudança não só melhora a qualidade da bebida, como também contribui para a redução de resíduos, nomeadamente plástico e alumínio.
No fundo, esta tendência representa um regresso a um consumo mais consciente: melhor café, menos desperdício e poupança a longo prazo.
Fonte: Notícias de Coimbra
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