Pesquisa acompanhou adultos por vários anos e encontrou menor ocorrência da doença entre consumidores regulares de café
Por Vitória Estrela | Gazeta de São Paulo
Resultado foi observado em homens e mulheres que mantinham o hábito diário da bebida ao longo do tempo | Freepik
O café está entre as bebidas mais consumidas no mundo e faz parte da rotina de milhões de brasileiros logo nas primeiras horas do dia.
Café está entre as bebidas mais consumidas no mundo e faz parte da rotina de milhões de brasileiros logo nas primeiras horas do dia
Além de ajudar a despertar, é famoso por possíveis efeitos sobre o metabolismo, como a glicose no sangue.
Esse interesse aumentou após a divulgação de uma pesquisa publicada em 2008 no The American Journal of Clinical Nutrition.
Segundo a análise com quase 40 mil pessoas em Singapura, o consumo diário de café foi associado a 30% menos risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Como a pesquisa foi feita
Estudo analisou dados de 36.908 homens e mulheres com idades entre 45 e 74 anos.
O estudo analisou dados de 36.908 homens e mulheres com idades entre 45 e 74 anos.
Todos participaram de um levantamento de saúde que avaliou hábitos alimentares, peso corporal, atividade física e histórico médico.
Essas pessoas foram acompanhadas por cerca de cinco anos. Durante esse período, os pesquisadores registraram quem desenvolveu diabetes e compararam o resultado com a quantidade de café e chá consumida no dia a dia.
As informações foram coletadas por meio de entrevistas e questionários detalhados sobre alimentação.
Cada participante informava quantas xícaras costumava beber por dia ou por semana, o que permitiu observar padrões de consumo ao longo do tempo.
Resultados da pesquisa
Pessoas que relataram consumir quatro ou mais xícaras de café por dia tiveram cerca de 30% menos risco de desenvolver diabetes tipo 2 (Foto: Freepik)
Ao final do acompanhamento, 1.889 participantes receberam diagnóstico de diabetes tipo 2. Quando os dados foram comparados, apareceu uma diferença clara entre os grupos.
As pessoas que relataram consumir quatro ou mais xícaras de café por dia tiveram cerca de 30% menos risco de desenvolver a doença em comparação com aquelas que não consumiam café diariamente.
O fenômenos acontece devido a compostos bioativos presentes no café, como o ácido clorogênico e o magnésio, que melhoram o metabolismo da glicose, aumentam a sensibilidade à insulina e reduzem a absorção de açúcar.
O levantamento também avaliou outras bebidas. Entre os participantes que consumiam ao menos uma xícara de chá preto por dia, foi observada uma redução aproximada de 14% no risco de diabetes.
Nesse caso, a explicação mais aceita é a presença de polifenóis (especialmente teaflavinas e tearubiginas) no chá preto, que melhoram a sensibilidade à insulina e regulam o açúcar no sangue.
Ressalvas sobre o estudo
Apesar dos resultados positivos, o consumo exagerado não é indicado (Foto: Freepik)
Apesar dos resultados positivos, o consumo exagerado não é indicado.
Beber grandes volumes de café ao longo do dia pode causar efeitos indesejados, como insônia, irritação no estômago e aumento da frequência cardíaca.
O ideal é tomar de duas a quatro xícaras ao longo do dia, o que permite aproveitar os possíveis benefícios sem exageros.
Outro ponto importante envolve o modo de consumo. Reduzir a quantidade de açúcar adicionada ao café ajuda a evitar o efeito contrário, já que o excesso de açúcar está diretamente ligado ao aumento da glicose no sangue.
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