Arábica sobe mais de 1.100 pontos e robusta avança forte, enquanto preços internos seguem pressionados pela proximidade da colheita
O mercado do café encerrou esta quinta-feira (23) com forte alta nas bolsas internacionais, em um movimento de recuperação técnica após as quedas recentes. No entanto, do ponto de vista do Brasil, o cenário ainda exige cautela, já que os fundamentos internos seguem pressionando os preços físicos e o ritmo de comercialização.
Na Bolsa de Nova York, o café arábica registrou ganhos expressivos. O contrato maio/26 fechou a 316,35 cents/lb, alta de 1.395 pontos. O julho/26 encerrou a 300,35 cents/lb, avanço de 1.120 pontos. O setembro/26 subiu 995 pontos, cotado a 288,35 cents/lb. Já o dezembro/26 terminou a 279,45 cents/lb, com valorização de 925 pontos.
Em Londres, o robusta também apresentou recuperação consistente. O contrato maio/2026 fechou a US$ 3.692 por tonelada, alta de 153 pontos. O julho/26 encerrou a US$ 3.507 por tonelada, avanço de 103 pontos. O setembro/26 subiu 93 pontos, cotado a US$ 3.421 por tonelada. Já o novembro/26 terminou a US$ 3.348 por tonelada, com alta de 91 pontos.
A alta nas bolsas reflete, em grande parte, um movimento de recuperação após perdas recentes e ajustes técnicos dos fundos, além da busca por recomposição de posições. No caso do robusta, o mercado internacional também reage após atingir mínimas de vários meses, o que abriu espaço para esse repique nas cotações.
Apesar disso, o cenário interno brasileiro segue mais pressionado. De acordo com o Cepea, os preços do café vêm apresentando elevada volatilidade em abril, mas com predominância de queda, especialmente para o robusta. No Espírito Santo, principal estado produtor da variedade, os valores recuam com a proximidade da colheita, que tende a ganhar ritmo nas próximas semanas.
Ainda segundo o Cepea, a média parcial de abril para o robusta é a menor desde março de 2024, mesmo considerando valores corrigidos pela inflação. Esse movimento está diretamente ligado à expectativa de aumento da oferta, que começa a se materializar com o avanço da safra. Para o arábica, o comportamento também é de pressão no mercado físico, com preços internos recuando mesmo diante das oscilações externas.
Além da safra, o ambiente de comercialização também pesa. Com produtores ainda capitalizados após períodos de preços elevados, não há pressão imediata para vendas, o que torna o mercado mais travado. Ao mesmo tempo, compradores atuam com cautela, aguardando maior disponibilidade de produto com o avanço da colheita.
O cenário reforça um ponto importante: a alta nas bolsas nem sempre se traduz diretamente em valorização no mercado físico. Neste momento, a proximidade da safra e o aumento esperado da oferta continuam sendo os principais vetores de formação de preços no Brasil, mantendo o mercado sensível e exigindo atenção redobrada nas decisões de comercialização.
Por: Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas
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