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Efeito do número de hastes em cafeeiros esqueletados no sistema safra zero | Por José Braz Matiello

Com o objetivo de programar a produção, técnica está sendo muito utilizada nas lavouras de café arábica pelas vantagens que apresenta

A poda de esqueletamento em cafeeiros no sistema safra zero, com o objetivo de programar a produção, está sendo muito utilizada nas lavouras de café arábica pelas vantagens que apresenta. Quando essa poda é aplicada em lavouras mais velhas, é comum os cafeeiros apresentarem excesso de hastes e já terem perdido parte dos ramos laterais. Nessas condições, surgem dúvidas sobre como proceder com o raleamento/eliminação ou não de hastes após o esqueletamento. 

Recentemente, uma pesquisa foi realizada para estudar o efeito da condução de diferentes números de hastes após à poda de esqueletamento. Foram conduzidos dois ensaios em Espírito Santo do Pinhal (SP), no período 2023/2024, em área com altitude de 900 m, em lavouras de catuaí e mundo novo. As características das lavouras utilizadas foram: a catuaí IAC 144, no espaçamento 3,5 X 0,5 m, 10 anos de idade, e mundo novo 379/19, espaçamento 3,4 x 0,7 m, 10 anos de idade. Os tratamentos constaram da condução com manutenção de 1 a 4 hastes por planta, no pós poda de esqueletamento. A poda foi realizada em agosto de 2023 e a altura de corte superior foi a 2 m. A avaliação foi feita através da colheita em 2025, sendo realizada análise estatística. 

Os resultados de produtividade dos cafeeiros por efeito do número de hastes por planta, nas duas variedades, estão apresentados na tabela 1. Verificou-se superioridade produtiva nos tratamentos com maior número de hastes mantidas. O efeito do número de hastes foi mais expressivo no ensaio em catuaí. No ensaio de mundo novo, o aumento produtivo foi crescente somente até 3 hastes/planta. Esses resultados de perda de produtividade com menor número de hastes, devem estar ligados ao menor número da ramagem lateral, produtiva, presente nessas hastes. 

Concluiu-se: a manutenção de hastes pós-esqueletamento resulta em ganhos de produtividade no sistema safra zero, isto no curto prazo. 

Tabela 1- Produtividade em cafeeiros das cultivares catuaí e mundo novo por efeito de eliminação de hastes pós-esqueletamento, no sistema safra zero – Espírito Santo do Pinhal (SP), 2025


Plantas do ensaio com 2 e 3 hastes ao lado de plantas com uma haste

Publicado por: José Braz Matiello

Fonte: Equipe Café Point | CCCMG

Fotos: Divulgação Procafé

Leonardo Assad

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