Pesquisadores apontam que apesar das recentes desvalorizações da variedade, o atual patamar de negociação do Arábica ainda é relativamente elevado- Foto: Canva
O preço médio do café Arábica fechou fevereiro no menor nível desde julho de 2025. Segundo pesquisadores do CEPEA, a pressão veio sobretudo de estimativas indicando a possibilidade de uma colheita recorde no Brasil na safra 2026/27, fato que não ocorre desde 2021. Em fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do Arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, registrou uma média de R$ 1.864,51 a saca de 60 quilos, queda de R$ 311,31 por saca (ou de 14,30%) em relação à de janeiro.
O patamar de fevereiro ficou acima (em apenas R$ 66,32 a saca) do registrado em julho de 2025, em termos reais (os preços foram deflacionados pelo IGP-DI), período em que o Brasil passava pelo pico da colheita da safra 2025/26. Pesquisadores apontam que apesar das recentes desvalorizações da variedade, o atual patamar de negociação do Arábica ainda é relativamente elevado.
A média de fevereiro do Arábica, por exemplo, é a terceira maior para o mês, em termos reais, atrás apenas da registrada há um ano e no mesmo mês de 1997, considerando a série histórica do CEPEA, iniciada em setembro de 1996.
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