Por Escritório Carvalhaes | Café Point
As bolsas de Nova York e de Londres finalizaram, na sexta-feira (27), mais uma semana de volatilidade e recuo nas cotações de café. O Boletim Carvalhaes, que circulou nesta segunda (2), reafirma: chuvas mais intensas desde meados de janeiro têm levado operadores internacionais a trabalharem com expectativa recorde da nova safra, o que estimula o recuo das cotações em ambas as bolsas.
“O verão é a época natural de chuvas nas regiões cafeeiras do Brasil, e a chegada delas, apesar de atrasadas, é muito bem-vinda e traz grande alívio aos cafeicultores brasileiros, que assim poderão, se o tempo continuar a ajudar, colher, em média, uma safra maior que a de 2025”, analisa o informativo.
Segundo o BC, as chuvas devem proporcionar uma produção melhor, com crescimento mais vigoroso dos frutos e queda menor nessa fase de maturação. No entanto, não levará ao aparecimento de novos frutos – além dos já formados no semestre passado – nem recuperará o que já foi perdido de potencial para esta safra com a queda de flores e frutos na primavera e no início deste verão.
Na ICE Futures US, os contratos para maio próximo oscilaram nesta sexta (27) 650 pontos entre a máxima e a mínima, batendo, na máxima do dia, em US$ 2,8260 por libra peso, alta de 30 pontos. Fecharam valendo US$ 2,8075 por libra peso, queda de 155 pontos. (0,55%). Na quinta (26) caíram 255 pontos (0,89%) e, na quarta (25), 65 pontos (0,23%). Em fevereiro caíram 3.460 pontos (10,97%) e, em janeiro, 1.800 pontos (5,40%).
Na ICE Europe, os contratos de robusta para maio próximo bateram, na máxima da sexta (27), em US$ 3.650 por tonelada – alta de US$ 11. Fecharam o pregão a US$ 3.624, em queda de US$ 15 (0,41%) por tonelada. Na quinta (26), caíram US$ 64 (1,73%) e, na quarta (25), subiram US$ 63 (1,73%). Em fevereiro, caíram US$ 413 (10,23%) e, em janeiro, subiram US$ 165 (4,26%).
Em reais por saca, os contratos para maio próximo na ICE Futures US fecharam, na sexta (27), a R$ 1.906,64. Encerraram a sexta retrasada (20) a R$ 1.956,13 e a sexta anterior a ela (13) a R$ 2063,71
O mercado físico brasileiro de arábica permaneceu com volume baixo de negócios fechados durante toda a semana. O mercado físico de conilon apresenta um número mais expressivo de negócios fechados. Os produtores de arábica mostram pouca disposição em vender o café que ainda resta da atual safra 2025/2026 nas bases oferecidas pelo mercado, que recuam com as quedas nas bolsas em Nova Iorque e Londres e com o fortalecimento do real frente ao dólar. Há interesse comprador para todos os padrões de café.
Até dia 26, os embarques de fevereiro estavam em 1.800.789 sacas de arábica, 190.654 sacas de conilon e 240.774 sacas de solúvel, totalizando 2.232.217 sacas embarcadas, contra 1.714.473 sacas no mesmo dia de janeiro.
Até dia 26, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em fevereiro, totalizavam 2.505.566 sacas, contra 2.113.561 sacas no mesmo dia do mês anterior.
Café aprofunda perdas nas bolsas mesmo com dólar em queda no Brasil e avanço da…
Mercado foi pressionado pela volatilidade cambial e pela entrada gradual da nova safra brasileira O…
Capacitação gratuita valoriza a cultura cafeeira e oferece certificado Entre os dias 18 e 22…
Projeto de R$ 1,1 mi começa em maio, em Linhares, com aprovação da agência reguladora…
Tratado reduz tarifas de importação e abre espaço para exportação de café torrado e embalado…
Estudo da Seapa aponta benefícios da rotação de culturas e da adoção de tecnologias; em…