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Café do nordeste de Minas Gerais ganha reconhecimento de Indicação Geográfica

Selo abrange 22 cidades mineiras e reconhece a região como polo notório de produção de café

Redação Agro Estadão

Café é o produto com o maior número de registros de Indicação Geográfica. Foto: Divulgação/Sebrae

Mais um café obteve reconhecimento como Indicação Geográfica (IG), dado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Desta vez, o café da Chapada de Minas, cuja produção fica no nordeste de Minas Gerais, recebeu a IG na modalidade Indicação de Procedência. 

O registro foi oficializado nesta terça-feira, 24, pelo Inpi. Entre as 156 IGs brasileiras, o café é o produto com o maior número de registros, com 22 indicações reconhecidas. A maioria se concentra nos Estados de Minas Gerais e de São Paulo. 

A área geográfica que abrange o reconhecimento se estende por 22 municípios, como Água Boa (MG), Angelândia (MG), Capelinha (MG), Carbonita (MG), Diamantina (MG), Minas Novas (MG), Novo Cruzeiro (MG) e Turmalina (MG). A IG na modalidade de Indicação de Procedência reconhece uma localidade ou região que tenha se tornado notória como polo de extração ou produção de determinado produto ou de serviço. 

O registro junto ao Inpi foi concedido para o Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM). De acordo com a presidente da instituição, Carmen Lydia Meirelles, essa IG traz novas oportunidades para os produtores de café dessa região. 

“É um mundo novo que se abre, com um olhar diferente do mercado para a qualidade. O café trouxe uma nova mentalidade para os produtores e, hoje, sermos uma Indicação de Procedência é uma alegria muito grande”, destacou. 

Regiões cafeeiras com Indicação Geográfica movimentaram R$ 80 bilhões em 2025. Foto: Divulgação/Sebrae

Quem colaborou com o ICCM no processo de obtenção do registro foi o Sebrae, parceria que começou nos últimos anos com a inserção do café da Chapada de Minas em feiras, como a Semana Internacional do Café. Para a coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, o reconhecimento é uma forma de impactar no desenvolvimento da região. 

“Muito mais do que uma bebida, o café com origem controlada se tornou um motor de transformação social, econômica e ambiental. Por isso, o apoio à gestão das IGs e à adoção de práticas sustentáveis para atender às exigências socioambientais é fundamental para o fortalecimento do setor e dos empreendedores”, disse. 

No Brasil, cerca de 70% dos 300 mil produtores de café são enquadrados como agricultores familiares. O Sebrae estima que produtores localizados nas regiões que têm uma IG faturaram cerca de R$ 80 bilhões em 2025.

Fonte: Agro Estadão

Leonardo Assad

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