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Ferrugem do café exige atenção redobrada dos produtores no período chuvoso

Chuvas e alta umidade favorecem a principal doença do cafeeiro, que pode afetar a produtividade da safra atual e da próxima

Com a chegada do período de chuvas, algumas doenças encontram condições ideais para se desenvolver no cafeeiro. Entre elas, a ferrugem do café é considerada a principal e mais preocupante, devido ao seu alto potencial de causar perdas significativas na produtividade das lavouras.

De acordo com Eduardo Renê da Cruz, coordenador de desenvolvimento técnico da Cooxupé, a ferrugem provoca danos principalmente por meio da desfolha da planta. “A ferrugem é a principal doença que afeta o cafeeiro. Ela pode causar perdas muito expressivas na produtividade da lavoura. Essas perdas acontecem devido à desfolha que a ferrugem causa na planta. Quando a doença atinge a lavoura mais cedo, em janeiro e fevereiro, ela já compromete a produtividade da safra atual, pois prejudica a granação dos frutos”, explica.

Impactos na safra atual e na próxima colheita

Segundo o especialista, quando a ferrugem surge de forma mais tardia, entre abril e maio, os prejuízos também são relevantes. “Nesse caso, a desfolha vai afetar o pegamento da florada do próximo ano. Ou seja, a ferrugem pode causar perdas tanto na safra atual quanto na próxima, sempre em função da queda das folhas”, destaca Eduardo Renê.

O cenário climático deste ano tem favorecido ainda mais o avanço da doença. “Tivemos dezembro e janeiro muito chuvosos, com alta umidade. Além disso, muitas lavouras estão com carga elevada, devido ao bom pegamento de florada. Essa combinação de umidade alta com alta produtividade cria uma situação muito favorável ao desenvolvimento da ferrugem, especialmente em cultivares mais suscetíveis”, alerta.

Cultivares resistentes são a melhor estratégia

Para um manejo mais eficiente da ferrugem, o plantio de cultivares resistentes é apontado como a principal alternativa de longo prazo.

“Hoje existem diversas cultivares resistentes à ferrugem, como Arara, Paraíso 2, Acauã, Asa Branca e vários materiais do IPR. Além de muito produtivas, elas praticamente não apresentam problema com a doença. Essa é a estratégia mais eficiente de controle”, afirma o coordenador.

Controle químico é fundamental nas lavouras em produção

Nas áreas já implantadas e em plena produção, o manejo deve ser feito por meio do controle químico, sempre de forma preventiva.

“Não se deve esperar o sintoma aparecer. A ferrugem já está presente na área desde dezembro quando há umidade. Quando o produtor vê a mancha na folha, a doença já está se reproduzindo. Por isso, o controle precisa começar de forma preventiva, aproveitando as condições climáticas favoráveis”, orienta.

Na prática, o manejo envolve: aplicação de fungicidas via solo nos meses de outubro e novembro; três aplicações foliares nos meses de dezembro, fevereiro e abril; e intervalos de 45 a 60 dias entre as pulverizações

Os principais grupos químicos utilizados são triazóis e carboxamidas. “O ideal é alternar esses grupos para evitar resistência do fungo. Porém, quando a ferrugem já está com sintomas visíveis e esporulando, é importante utilizar um triazol mais forte, que tenha efeito curativo”, completa.

Orientação técnica faz a diferença

A recomendação final é que o produtor busque sempre o apoio técnico para definir a melhor estratégia de manejo.

Cooperado, para um controle eficiente da ferrugem do café em sua lavoura, procure o seu consultor da Cooxupé e mantenha o monitoramento constante dos talhões, especialmente neste período de maior umidade.

A Cooxupé preparou um vídeo aos seus cooperados para explicar sobre a importância deste assunto. 

Fonte: Hub do Café

Leonardo Assad

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