Por Marcelo Beledeli — Porto Alegre | Globo Rural
A safra 2026/27 de café deve voltar a registrar recorde após cinco temporadas — Foto: AEN/Arquivo
A desvalorização do café no mercado nacional foi reforçada neste começo de fevereiro, apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Nesta terça-feira (10/2), o indicador Cepea/Esalq para o café arábica registrou a cotação de R$ 1.861,64 a saca de 60 quilos, uma queda acumulada de 11,12% desde o início do mês.
Até janeiro, segundo o Cepea, as baixas eram reflexo do clima favorável em importantes regiões produtoras (chuvas em bons volumes). Mais recentemente, estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicando possível colheita recorde no País intensificaram a queda dos preços.
Segundo dados da Conab, a safra 2026/27 deve voltar a registrar recorde após cinco temporadas, superando o até então maior volume já colhido no Brasil, registrado na temporada 2020/21. Pesquisadores do Cepea indicam que esse cenário pode contribuir para a recomposição dos estoques, ainda que sem gerar excedentes expressivos, considerando-se que, nos últimos anos, a relação entre oferta e demanda tem sido bastante ajustada ou até negativa, comprometendo os estoques globais de café.
Diante das quedas de preços, produtores estão afastados do mercado, mantendo as negociações praticamente paralisadas. Por sua vez, devido à baixa disponibilidade do produto, alguns exportadores relatam dificuldades na formação de lotes.
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