Café e chá fervendo pode ser prejudicial para a saúde — Foto: Unsplash
Pesquisas científicas realizadas em diversos países indicaram que o consumo regular de bebidas muito quentes, como café , chá ou erva-mate, pode estar associado a um risco aumentado de câncer de esôfago, uma doença altamente agressiva e frequentemente diagnosticada em estágios avançados. As evidências apontam a temperatura como o principal fator de risco.
Com o tempo, essas observações iniciais levaram a estudos publicados em revistas científicas como a Nature e o American Journal of Physiology, que analisaram os efeitos do calor extremo no tecido esofágico.
O interesse científico aumentou em 2016, quando pesquisas realizadas na China e no Irã — países com alta incidência de câncer de esôfago e forte tradição de consumo de bebidas quentes — identificaram padrões de risco associados a essa prática.
Um estudo publicado em fevereiro de 2025, com foco em populações do Reino Unido, indicou que pessoas que consumiam quatro ou mais xícaras de bebidas quentes por dia apresentavam um risco 2,5 vezes maior de desenvolver câncer de esôfago. Esses resultados reforçaram as preocupações sobre a temperatura como um fator determinante.
De acordo com evidências científicas, o risco não está associado ao tipo de bebida, mas sim à sua temperatura. A passagem repetida de líquidos muito quentes pelo esôfago pode causar danos térmicos ao revestimento epitelial.
Estudos publicados no American Journal of Physiology-Gastrointestinal and Liver Physiology indicam que esse dano pode enfraquecer a barreira protetora do esôfago e aumentar sua vulnerabilidade ao refluxo ácido.
Pesquisas citadas pelo The Conversation indicam que grandes goles de café podem elevar a temperatura do esôfago em até 12°C.
A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer classificou as bebidas consumidas acima de 65°C como “provavelmente cancerígenas para humanos”.
Especialistas recomendam esperar alguns minutos antes de consumir bebidas recém-preparadas para que elas esfriem.
Eles também sugerem tomar pequenos goles em vez de grandes goles e alternar a bebida quente com água à temperatura ambiente, a fim de reduzir o impacto térmico no esôfago.
Além disso, a moderação no consumo diário — especialmente para aqueles que consomem mais de quatro xícaras — é considerada uma medida prudente enquanto as pesquisas sobre essa relação continuam.
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