Estimativa para a safra 2026/27 é de maior robustez frente à colheita anterior
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O mercado de café continua operando com elevada volatilidade, reflexo do estreitamento da oferta global e das condições climáticas nas principais regiões produtoras. Segundo dados divulgados no relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA, o Brasil e o Vietnã, líderes de exportação, apresentam perspectivas distintas para a safra 2026/27.
No Brasil, o cenário segue positivo. O clima tem favorecido o enchimento de grãos e o desenvolvimento vegetativo, especialmente no Sudeste. No entanto, chuvas abaixo da média e altas temperaturas no fim de dezembro geraram preocupações quanto ao potencial de produção.
A estimativa para a safra 2026/27 é de maior robustez frente à colheita anterior, considerando o bom manejo e as condições mais regulares. Apesar disso, a oferta global permanece justa, com estoques apertados.
No Vietnã, segundo maior exportador mundial, a colheita 2025/26 foi impactada por seca prolongada. A menor disponibilidade do robusta pressionou os estoques e deu suporte aos preços internacionais.
A expectativa é que os prêmios permaneçam elevados enquanto não houver reposição significativa dos estoques globais. As incertezas climáticas mantêm o mercado atento à evolução da safra brasileira. Nesse contexto, a dinâmica do mercado de café segue marcada por forte dependência do clima, com potencial de impactos relevantes tanto na oferta quanto na formação de preços no curto prazo.
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