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Associação lança programa de incubação para micro e nanotorrefações

Última atualização: 22/05/2026 às 21:05

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Associação lança programa de incubação para micro e nanotorrefações

Iniciativa quer transformar iniciativas em negócios formalizados ou novos

Por Cibelle Bouças — Belo Horizonte | Globo Rural

Torrefação própria do produtor Hugo Wolff

Torrefação própria do produtor Hugo Wolff – Foto: Rogério Albuquerque/Ed. Globo

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), em parceria com o Instituto Federal Sul de Minas, lançou o Projeto Nano, programa para incubação de nanos e microtorrefações no país. Serão oferecidas 50 vagas.

O objetivo do programa é promover o desenvolvimento de nanotorrefações (que processam até 5 sacas de 60 quilos por mês) e microtorrefações (de 6 a 50 sacas por mês), podendo ser negócios já formalizados ou novos.

“Existem muitas nanos e microtorrefações operando, mas sem o conhecimento legislativo e técnico e sem capacidade de fazer chegar o produto nos pontos de venda. Muitas vezes, fazem um grande café, mas o negócio não se desenvolve por falta de informação”, afirmou Celírio Inácio, diretor executivo da Abic.

Atualmente, esse segmento representa em torno de 30% das empresas associadas à Abic, sem contar nos negócios que ainda estão fora do ambiente institucional. Só em Minas Gerais foram abertas 50 microtorrefadoras neste ano, 48% mais que no ano passado.

“O objetivo é apoiar uma entrada responsável no setor e contribuir para que os empreendimentos existentes se desenvolvam de forma sustentável, em conformidade com as normas e com maior segurança operacional”, disse Inácio.

Como vai funcionar

O projeto conta com um grupo técnico, formado por 30 torrefadores, que vão mapear os desafios dos empreendedores e ajudar a orientar as empresas.

Os nanos e microtorrefadores vão participar de um programa de capacitação, desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Sul de Minas, por meio de uma trilha de conhecimento, com temas, como torra e qualidade do café, legislação e adequação técnica, gestão e estruturação de negócios, registro de marcas e certificação de sustentabilidade.

“Nossa missão é garantir que esses empreendedores entrem no mercado não apenas como entusiastas, mas como indústrias competitivas, seguras e certificadas”, afirmou Leandro Carlos Paiva, professor titular de cafeicultura da IFSuldeMinas.

O programa incluirá ainda um levantamento estruturado para gerar dados sobre o mercado.

O processo de incubação contará com encontros presenciais e on-line. As inscrições se encerram no dia 30 de maio. O processo de incubação vai durar seis meses, encerrando-se em dezembro. O link do edital está disponível no site.

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