Última atualização: 14/05/2026 às 11:47
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Cafeterias e livrarias apostam em clubes e outras iniciativas envolvendo literatura e gastronomia
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A Bookworm, instalada no Downtown, promove sessões regadas a café de seu clube do livro — Foto: Divulgação
Em meio ao aroma do café — apontado por estudos como aliado da concentração —, a livraria Bookworm, no Downtown, tem reunido dezenas de pessoas em encontros mensais que transformam a leitura em uma experiência coletiva. A iniciativa, criada em março, atende a uma demanda do seu público, explica Fernanda Santos, uma das proprietárias do espaço.
— Muita gente começou a procurar um lugar para estar e ler — conta a empresária, explicando que o ambiente foi pensado como um ponto de encontro. — É uma extensão da casa. Um espaço para bater papo, tomar um café e estar junto.
Atualmente, a Bookworm tem três clubes do livro em andamento e outros planos, como oferecer atividades para o público infantil e promover eventos ao ar livre. Os encontros acontecem de forma despretensiosa, sem mediação formal, e reúnem principalmente mulheres em rodas de conversa que misturam literatura e experiências pessoais. Com grupos que podem chegar a cerca de 30 participantes por encontro e comunidades maiores em aplicativos de mensagem, a iniciativa também tem ampliado o alcance da livraria. Muitas frequentadoras chegam ao espaço pela primeira vez por causa do clube.
Em Vargem Grande, o Café, Livros e Encontros (CLE) tem proposta semelhante. Foi inaugurado em 2025 com a ideia de ser um ambiente de encontros presenciais e experiências afetivas. Idealizado por Juliana Oliveira, funciona como cafeteria, livraria e espaço cultural, com programação que inclui saraus, oficinas e clube do livro mensal.
— O cliente não encontra apenas café, mas um ambiente pensado para criar conexões reais — afirma Juliana.
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A Café, Livros e Encontros une o poder do café com todo tipo de cultura — Foto: Divulgação/CLE
Assim como na Bookworm, os encontros no CLE priorizam a troca de experiências a partir da leitura em um formato mais intimista e participativo:
— É comum ver pessoas lendo, trabalhando, participando de clubes, encontros femininos, atividades infantis e eventos musicais no mesmo espaço.
No Nolita Roastery, no New York City Center, a forma de combinar café e leitura é outra: em sintonia com a ideia de proporcionar aos clientes diferentes experiências em torno da bebida, o empresário Marcelo Torres criou no ano passado uma biblioteca gastronômica com mais de dois mil exemplares, formada a partir de seu acervo pessoal. As publicações devem ser lidas no local.
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A biblioteca do Nolita Roastery tem dois mil livros de gastronomia — Foto: Divulgação
— O Nolita é uma experiência sensorial, visual. É a Disneylândia do café — afirma Torres. — Esses livros estavam sem muita utilidade na minha casa e decidi trazê-los para cá. Eles ajudam na concentração do ambiente e mostram que este é um espaço que se preocupa com cultura e literatura.
Em um cenário de crescimento das vendas on-line, a aposta na combinação entre café e livros é também um diferencial, observa Fernanda, da Bookworm:
— Não tem como competir com o preço da internet, mas aqui você vive a experiência. Pega o livro, folheia, conversa. E as pessoas estão querendo desacelerar, sair da tela.
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