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Por que o café é associado a uma vida mais longa e a risco menor de doenças crônicas

Última atualização: 03/05/2026 às 19:54

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Novo estudo faz descoberta que ajuda a entender efeito da bebida no corpo humano

Por Época NEGÓCIOS

O café tem propriedades conhecidas de promoção da saúde — Foto: Pexels

O café tem propriedades conhecidas de promoção da saúde — Foto: Pexels

O café há muito tempo é associado a uma vida mais longa e a um menor risco de doenças crônicas. Agora, os cientistas podem estar mais próximos de entender o motivo. Uma nova pesquisa do College of Veterinary Medicine and Biomedical Sciences da Texas A&M University descobriu que compostos presentes no café ativam um receptor no corpo conhecido como NR4A1, uma proteína ligada ao envelhecimento, à resposta ao estresse e à proteção contra doenças.

“O café tem propriedades conhecidas de promoção da saúde”, afirmou Stephen Safe, professor de toxicologia veterinária da Texas A&M à Inc. “O que mostramos é que alguns desses efeitos podem estar ligados à forma como compostos do café interagem com esse receptor, que está envolvido na proteção do organismo contra danos induzidos pelo estresse.”

O NR4A1 atua como um regulador interno, ajudando a controlar como as células respondem a danos, inflamações e estresse metabólico. Esses processos são centrais no envelhecimento e em muitas doenças crônicas. “Se você danifica praticamente qualquer tecido, o NR4A1 entra em ação para reduzir esse dano”, explica Safe. “Se você remove esse receptor, o dano é maior.”

No novo estudo, publicado na revista Nutrients, os pesquisadores testaram compostos comumente encontrados no café, especialmente polifenóis como ácido cafeico. Eles descobriram que esses compostos se ligam ao NR4A1 e influenciam sua atividade, desencadeando efeitos compatíveis com proteção contra doenças. Em modelos laboratoriais, isso incluiu a redução de danos celulares e a desaceleração do crescimento de células cancerígenas.

Quando o receptor foi removido das células, esses efeitos protetores desapareceram, reforçando a hipótese de que o NR4A1 desempenha um papel central na forma como o café afeta o organismo.

As descobertas ajudam a entender uma lacuna antiga nas pesquisas sobre o café. Embora grandes estudos populacionais tenham repetidamente associado o consumo da bebida a um menor risco de condições como Alzheimer, Parkinson e distúrbios metabólicos, eles não foram capazes de explicar o motivo.

Os pesquisadores, no entanto, alertam que o impacto do café na saúde humana dificilmente se resume a um único mecanismo. “Existem muitos receptores e muitos mecanismos envolvidos”, afirma Safe. “O que mostramos é que este pode ser um dos caminhos importantes.”

O estudo está em estágio inicial. Como se baseia em modelos celulares e laboratoriais, não comprova ainda uma relação direta de causa e efeito em humanos. “Ainda há muito trabalho a ser feito”, diz Safe. “Fizemos a conexão, mas precisamos entender melhor o quão importante ela é.”

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