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Café encerra abril pressionado pela safra brasileira e amplia perdas nas bolsas internacionais

Mercado fecha o mês em queda com expectativa de produção recorde no Brasil e avanço gradual da colheita no radar dos investidores

O mercado do café encerrou esta quarta-feira, 30 de abril de 2026, com queda nas principais bolsas internacionais, consolidando um mês de pressão sobre os preços diante da expectativa de uma safra volumosa no Brasil e do avanço, ainda que lento, da colheita nas principais regiões produtoras.

Na Bolsa de Nova York, o contrato julho/26 do arábica fechou em 285,55 cents/lb, com baixa de 515 pontos. O setembro/26 encerrou em 275,35 cents/lb, recuo de 490 pontos, enquanto o dezembro/26 caiu 510 pontos, cotado a 267,65 cents/lb.

Em Londres, o robusta também registrou perdas consistentes. O contrato julho/26 fechou em 3.368 dólares por tonelada, com baixa de 81 pontos. O setembro/26 recuou 80 pontos, a 3.285 dólares por tonelada, enquanto o novembro/26 encerrou o dia com queda de 83 pontos, negociado a 3.214 dólares por tonelada.

O movimento de baixa reflete, principalmente, o aumento da oferta esperada no Brasil. As projeções mais recentes indicam uma safra robusta para o ciclo 2026/27, o que tem levado o mercado a ajustar posições e antecipar maior disponibilidade de café nos próximos meses. Esse cenário pesa diretamente sobre as cotações, especialmente neste período de transição entre expectativa e entrada efetiva da safra.

Além disso, o comportamento do café ao longo de abril mostrou um descolamento importante entre o mercado físico brasileiro e as bolsas internacionais. Segundo análise da Safras & Mercado, os preços internos não acompanharam integralmente as quedas externas, sustentados por um ritmo ainda moderado de comercialização e pela postura mais cautelosa dos produtores.

Outro fator que contribuiu para a pressão sobre os preços foi o ambiente macroeconômico. A valorização do dólar frente a outras moedas ao longo do período tende a reduzir a competitividade das commodities e impacta diretamente as cotações em Nova York, reforçando o viés negativo.

Do ponto de vista da oferta, apesar do início ainda lento da colheita em diversas regiões, o desenvolvimento das lavouras tem sido considerado positivo. Esse quadro reforça a expectativa de aumento na disponibilidade global, o que limita reações mais consistentes de alta no curto prazo.

O mercado segue sensível às atualizações sobre o tamanho da safra e ao ritmo da colheita, além de fatores externos como câmbio e cenário macroeconômico. A combinação desses elementos deve continuar ditando o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Por: Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv

Fonte: Notícias Agrícolas

Leonardo Assad

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