Encontro em São Gabriel da Palha reuniu 80 participantes e abordou safra, custos de produção, mercado e o papel da agricultura familiar na cafeicultura capixaba
Imagem: Conexão Safra/IA
Agricultores familiares do Espírito Santo participaram, na última sexta-feira (24), do 1º Encontro Sobre Produção e Mercado de Café do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Gabriel da Palha e Vila Valério. O evento, realizado em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), reuniu 80 participantes e teve como objetivo ampliar o acesso da agricultura familiar a informações sobre o setor cafeeiro e a oportunidades de mercado.
A programação contou com quatro palestras temáticas coordenadas pela Superintendência Regional da Conab no Espírito Santo (Sureg-ES). Na abertura, foram apresentados dados sobre a produção brasileira e mundial de café arábica e conilon, além de informações sobre a influência do clima no cultivo e na colheita.
Na sequência, o superintendente regional da Conab, Leilson Arruda, abordou a previsão de safra e os custos de produção, com base nos levantamentos periódicos realizados pela Companhia. O tema ganha relevância em um momento em que a colheita do café já foi iniciada no estado.
Segundo Arruda, a participação dos agricultores familiares é central para a cafeicultura capixaba. “A maior parte da produção de café no Espírito Santo é de base familiar, o que reforça a importância de iniciativas de inclusão produtiva para esse público”, afirmou.
O encontro também reuniu representantes de movimentos sociais e de órgãos estaduais ligados ao fortalecimento da agropecuária e da agricultura familiar. Entre as instituições presentes estavam o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).
O Espírito Santo ocupa a posição de segundo maior produtor nacional de café e lidera a produção brasileira de conilon. De acordo com o 1º Levantamento de Café da Safra 2026, divulgado pela Conab em fevereiro, o estado deve produzir 19 milhões de sacas neste ciclo, crescimento de 9% em relação ao período anterior.
Para o conilon, a estimativa é de 14,9 milhões de sacas, alta de 5% na comparação com 2025. Já a produção de arábica deve chegar a 4,2 milhões de sacas, aumento de 26,5%.
Com a previsão de crescimento da safra, o acesso a informações sobre mercado, custos e produtividade se torna estratégico para os produtores familiares. A proposta do encontro foi aproximar esse público dos dados técnicos e econômicos que orientam a tomada de decisão nas propriedades rurais.
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