Açúcar vai na contramão e cresce – Foto: Arquivo Pixabay.
O acirramento dos conflitos no Oriente Médio e a interrupção das rotas marítimas no Estreito de Ormuz começaram a desenhar um cenário de perdas para o agronegócio brasileiro. Segundo dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, as exportações para o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) recuaram 25,38% em março.
O impacto é sentido de forma desigual. Enquanto o milho resiste por questões sazonais, carnes e café já registram quedas acentuadas nos volumes embarcados. As informações são da CNN Brasil.
A principal preocupação das entidades de classe, como a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), reside no aumento explosivo dos fretes marítimos e prêmios de seguro. O elevado risco geopolítico encarece a tonelada exportada não apenas para o Golfo, mas também para mercados periféricos que dependem de hubs logísticos na região.
– Milho: Embora as exportações para o Irã tenham caído 99,96% em março, o setor não vê o dado como alarmante. Historicamente, a janela de exportação do grão se concentra entre julho e janeiro, dando margem para reajustes logísticos até o segundo semestre.
– Carne Bovina: Foi um dos setores mais atingidos, com queda de 20,5% nos embarques em março. O recuo foi severo nos Emirados Árabes Unidos (-49,5%) e no Catar (-55,3%), refletindo a dificuldade de acesso e a queda na demanda regional.
– Café: O cenário é de retração em mercados tradicionais como a Arábia Saudita, onde o volume despencou 57,7%. Curiosamente, a Turquia foi a exceção, acelerando as compras para 157,5 mil sacas em março.
– Açúcar: Na contramão da crise, as exportações de açúcar e melaços para a Arábia Saudita saltaram 93,9%, indicando que contratos de commodities essenciais seguem fluxos distintos em momentos de tensão.
– Logística sob Pressão: O fechamento parcial de rotas no Oriente Médio elevou os custos de frete e seguro, impactando a competitividade do agro brasileiro em março.
– Impacto Setorial: Carnes e café sofrem perdas imediatas de volume e receita, enquanto o milho ainda goza de uma “proteção” sazonal até a abertura de sua janela em julho.
– Resiliência do Açúcar: Ao contrário das proteínas e grãos, o setor sucroenergético conseguiu ampliar embarques para países como Arábia Saudita e Iêmen em meio à guerra.
Fonte: A Rede
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