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Integração entre água e carbono é chave para aumentar a produtividade do café

Última atualização: 16/04/2026 às 18:41

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Especialista destaca que eficiência no uso da água define o potencial produtivo das lavouras

A relação entre água, carbono e produtividade foi tema de destaque na Fenicafé. A palestra “Mais água, mais carbono, mais café: integrando hidráulica e fotossíntese para mais produção” foi conduzida pelo engenheiro agrônomo e professor Dr. Fábio DaMatta, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), trazendo uma abordagem inovadora sobre o funcionamento fisiológico do cafeeiro.

Durante a apresentação, o especialista explicou um dos princípios fundamentais da produção vegetal: a planta precisa perder água para ganhar carbono. “Para realizar a fotossíntese, a planta precisa abrir os estômatos para absorver CO₂. Mas, ao fazer isso, ela inevitavelmente perde água”, destaca.

Perda de água é essencial para produzir mais

Apesar de a água ser um dos elementos da fotossíntese, apenas uma pequena parte é utilizada diretamente no processo. A maior parte é perdida por transpiração — e isso é essencial para o funcionamento da planta. “A transpiração permite a entrada de CO₂ e também promove o resfriamento da planta, mantendo o metabolismo ativo e eficiente”, explica.

Com maior disponibilidade de água no solo, o cafeeiro consegue manter seus estômatos abertos por mais tempo, favorecendo a entrada de carbono e aumentando as taxas fotossintéticas. “Quanto maior a transpiração, maior a entrada de CO₂ e maior o potencial produtivo, desde que haja água disponível”, reforça.

Sistema hidráulico define produtividade

Para sustentar esse processo, a planta precisa de um sistema eficiente de transporte de água. “O potencial produtivo está diretamente ligado à capacidade da planta de repor rapidamente a água perdida na transpiração”, afirma.

Nesse contexto, fatores como sistema radicular profundo, boa condução de água dentro da planta e alta capacidade transpiratória são determinantes.

A irrigação, portanto, é fundamental — mas deve ser usada com estratégia. “Produzir mais não significa irrigar mais, e sim aumentar a eficiência com que a planta transforma água em carbono e carbono em produtividade”, destaca.

Canéfora se destaca pela eficiência fisiológica

O professor também abordou as diferenças entre os tipos de café, destacando o maior potencial produtivo dos cafés canéfora (robusta/conilon). “Esses materiais têm maior capacidade de uso da água, mantêm a transpiração por mais tempo e sustentam altas taxas fotossintéticas ao longo do ciclo”, explica.

Ciência aplicada no campo

A compreensão desses processos permite que produtores adotem estratégias mais eficientes no manejo da água, aumentando a produtividade e a sustentabilidade das lavouras. A palestra reforça o papel da Fenicafé como espaço de integração entre ciência e prática, contribuindo para o avanço da cafeicultura brasileira.

A Fenicafé segue até o dia 16/04 no Parque Ministro Rondon Pacheco, em Araguari, no Triângulo Mineiro.

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