Última atualização: 15/05/2026 às 10:19
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Pavilhão organizado com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária reuniu produtores, baristas e representantes do setor em feira realizada na Turquia

Imagem criada por inteligência artificial
O Brasil foi o país destaque da 8ª edição da Coffeex Istanbul, realizada entre quinta-feira (8) e sábado (10), em Istambul, na Turquia. Segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a participação brasileira foi direcionada à apresentação de cafés especiais, sistemas de rastreabilidade, controle oficial de qualidade e oportunidades de comércio com compradores internacionais.
O pavilhão brasileiro foi organizado em parceria entre o Consulado-Geral do Brasil em Istambul e o Mapa. O espaço reuniu produtores interessados em ampliar contatos com importadores de grãos selecionados e também serviu como ponto de apoio institucional para empresários turcos do setor. A agenda contou com a presença do adido agrícola do Brasil na Turquia, Diego Rodrigues, no acompanhamento das atividades e reuniões.
Maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil levou à feira diferentes perfis de bebida, com cafés arábica e canéfora, incluindo conilon e robusta brasileiro. A programação apresentou ainda métodos de fermentação, processamento natural, produção sustentável e práticas de rastreabilidade, além de workshops, conferências e demonstrações com baristas.
Os dados setoriais reforçam o peso da cadeia cafeeira brasileira. Em 2025, o país registrou produção estimada em 56,5 milhões de sacas de 60 quilos e exportações de cerca de 39,4 milhões de sacas. No mercado interno, mais de 300 mil famílias atuam na atividade. Na estrutura regulatória, o Brasil soma 1.729 estabelecimentos ativos com registro válido no Mapa na cadeia do café. Minas Gerais concentra 634 unidades, São Paulo 335 e Espírito Santo 210, o equivalente a cerca de 70% do total.
De acordo com o ministério, a presença na feira ocorreu em um ambiente de expansão do consumo de café na Turquia, sobretudo nos segmentos de cafés especiais, torrefação premium e consumo de “terceira onda”. Não foram divulgados pelo Mapa os volumes potenciais de negócios gerados durante o evento.
A participação brasileira se insere na estratégia de diversificação de mercados e de ampliação da oferta de produtos de maior valor agregado. No curto prazo, a vitrine internacional tende a ampliar o contato direto com compradores e distribuidores, desde que esse interesse se converta em negociações comerciais posteriores.
Fonte: gov.br | Canal Rural
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