Última atualização: 02/04/2026 às 11:42
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Queda na produção e nas exportações acende alerta para impactos climáticos na oferta de café colombiano e reforça urgência de medidas para sustentar produtividade nos próximos ciclos
Por Equipe CaféPoint
Por Nelson Bocanegra, da Reuters
A produção de café da Colômbia, maior fornecedora mundial de café arábica lavado, caiu 36% em relação ao ano anterior em fevereiro, para 869 mil sacas de 60 kg, devido à menor disponibilidade do grão associada às chuvas nas áreas cultivadas, informou a Federação Nacional de Cafeicultores (FNC) em 5 de março.
A colheita do segundo mês também foi inferior ao total de janeiro (893 mil sacas), mês em que registrou uma queda de 34% em relação ao ano anterior.
“O desafio imediato será aplicar medidas anticíclicas para continuar fortalecendo a produtividade: fertilização e renovação dos cafeeiros para consolidar o ciclo produtivo nos próximos meses”, disse em sua conta no X o gerente da Federação Nacional de Cafeicultores, Germán Bahamón.
Por sua vez, as exportações de café do país sul-americano caíram 32% em relação ao ano anterior em fevereiro, para 807 mil sacas, também abaixo das 909 mil sacas em janeiro.
Nos últimos 12 meses até o final de fevereiro, a safra de café da Colômbia acumulou uma queda de 14%, para pouco mais de 12,7 milhões de sacas, enquanto as exportações diminuíram um ponto percentual, para 12,5 milhões de sacas.
A Colômbia, conhecida por seus cafés suaves e de alta qualidade, registrou em 2025 uma queda na produção de 2,27%, para 13,6 milhões de sacas. O país tem capacidade para produzir anualmente cerca de 14 milhões de sacas.
A Colômbia, terceiro maior produtor mundial de café depois do Brasil e do Vietnã, tem 840 mil hectares cultivados e cerca de 540 mil famílias dependem dessa atividade.
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