Última atualização: 27/03/2026 às 16:48
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Convênio de R$ 14,7 milhões viabiliza novo polo de beneficiamento do café robusta amazônico no Acre e deve beneficiar cerca de 400 famílias produtoras.
A consolidação da agroindústria sustentável no Acre avançou mais um passo nesta sexta-feira (27). Em cerimônia realizada na sede da COOPERACRE, em Rio Branco, foi assinada a Ordem de Serviço que autoriza o início das obras da unidade de beneficiamento de café em Capixaba.
O investimento integra um aporte total de R$ 14,7 milhões, resultado de convênio entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Estado do Acre (COOPERACRE).
O projeto busca replicar no Baixo Acre o modelo de sucesso já consolidado no Vale do Juruá. Além da unidade de Capixaba, o convênio também prevê a implantação de um complexo industrial em Acrelândia, formando dois novos polos de processamento que devem beneficiar diretamente cerca de 400 famílias produtoras.
Verticalização e valor agregado
A iniciativa tem como foco a industrialização do café robusta amazônico, permitindo que os produtores locais não apenas cultivem, mas também processem e agreguem valor ao grão dentro do próprio estado.
Para a diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Perpétua Almeida, o investimento é um passo decisivo para a consolidação de uma rota produtiva do café no Acre.

“Industrializar a produção das cooperativas na Amazônia é uma prioridade. Hoje, com o aporte do Governo Federal via ABDI, estamos destinando R$ 6,5 milhões especificamente para a fábrica de Capixaba. Estamos levando tecnologia e modernização para a economia regional. Acreditamos que a indústria é o motor que melhora processos e gera as oportunidades que elevam a qualidade de vida de quem vive e produz na região”, destacou a diretora.
O gerente da Unidade de Fomento às Estratégias ASG da ABDI, Rogério Dias, destacou que o projeto está alinhado à política da Nova Indústria Brasil (NIB).
“Esse é um resultado que transforma a vida das pessoas e da comunidade. A construção desta indústria movimenta toda uma cadeia produtiva, desde a construção civil até o setor de máquinas e equipamentos de ponta. É um estímulo direto ao crescimento econômico da região”, disse.
Desenvolvimento e sustentabilidade
Com aporte de R$ 13,1 milhões da ABDI e contrapartida de R$ 1,6 milhão da COOPERACRE, o projeto reforça o modelo que alia produção e preservação.
O cultivo do café robusta na região também se destaca pelo potencial de sequestro de carbono, oferecendo uma alternativa econômica sustentável que contribui para manter a floresta em pé.
Para o superintendente da COOPERACRE, Manoel Monteiro, a assinatura da ordem de serviço representa a concretização de um compromisso com as famílias cooperadas.
“O início das obras simboliza a chegada de investimentos reais para as famílias que vivem do café. Esse projeto fortalece a nossa rede e valoriza o produtor. É um investimento que atende quem mais precisa e transforma a realidade dos nossos municípios”, afirmou.
Impacto na ponta
A instalação das novas indústrias deve reduzir custos logísticos e ampliar a margem de lucro dos agricultores, que passarão a contar com tecnologia de ponta para o beneficiamento do café.
“Este investimento é uma vitória para os nossos produtores. Ele traz esperança e valoriza o esforço de cada família que vive da terra e produz a riqueza da nossa região. É gratificante ver o Governo Federal olhando para a nossa comunidade”, celebrou a presidente da COPASFE, Nilva Dantas.
As obras têm início previsto para a próxima segunda-feira (30), com prazo estimado de cerca de seis meses para a conclusão das instalações.
Fonte: Notícias da Hora
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