Por Giullia Gurgel | Rádio Itatiaia
Apesar do avanço europeu, a disputa entre os principais países compradores permanece acirrada • Canva/ Banco de imagem
A União Europeia (UE) consolidou-se como o principal parceiro comercial do café brasileiro no primeiro quadrimestre de 2026. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o bloco aumentou sua representatividade no mercado nacional, abocanhando 47,1% de todos os embarques realizados entre janeiro e abril, superando os 42,4% registrados no mesmo período do ano passado.
No total, o continente europeu foi o destino de 55% das exportações brasileiras no período, um salto considerável frente aos 48,8% de 2025. O movimento ocorre em um momento estratégico: a entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia este mês.
O setor exportador recebe o novo tratado com otimismo. A principal expectativa recai sobre a eliminação das tarifas de importação, que hoje giram em torno de 4,2% na média. A desoneração deve tornar o produto brasileiro ainda mais competitivo no mercado europeu, especialmente com a chegada da safra de café arábica, que ganha força a partir de julho.
Embora o volume total para a UE no quadrimestre tenha sofrido uma queda de 6,6% (5,48 milhões de sacas) devido à baixa disponibilidade de estoque, a fatia de mercado do bloco cresceu, evidenciando a prioridade dada aos compradores europeus.
Apesar do avanço europeu, a disputa entre os principais países compradores permanece acirrada:
No mês (Abril): os Estados Unidos retomaram a liderança mensal, importando 451.506 sacas, apesar de uma retração de 19,5% em comparação a abril de 2025.
No quadrimestre (Jan-Abr): A Alemanha segue no topo do ranking anual com 1,563 milhão de sacas, mesmo com um recuo de 12,8% nas aquisições.
O relatório do Cecafé também destaca o impacto das cotações internacionais no faturamento. Em abril, o preço médio da saca de café arábica caiu 18,1%, sendo comercializado a US$ 355,18.
Por outro lado, o segmento de cafés canéforas (conilon e robusta) vive um momento de explosão em volume. As exportações dessas variedades cresceram 374% em abril, impulsionadas pela entrada da safra nova. Contudo, como o valor de mercado do robusta é sensivelmente menor — com preço médio de US$ 222,56 por saca —, esse aumento volumétrico não se traduziu em um salto proporcional na receita total do setor.
Segundo o relatório da entidade, o desempenho em abril ficou dentro do esperado, com retração em volume por conta dos estoques baixos e receita menor devido à queda no preço médio.
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