CAFÉ: bolsas disparam com tensão global e clima no Brasil

Mercado reagiu após renovar mínimas recentes; preocupação com qualidade da safra brasileira e cenário geopolítico deram suporte às cotações

O mercado do café encerrou esta segunda-feira (11) com fortes altas nas bolsas internacionais, em um movimento de recuperação técnica após as quedas intensas registradas na última semana. O arábica em Nova York e o robusta em Londres reagiram diante da cobertura de posições vendidas, do avanço do petróleo e das preocupações climáticas para a safra brasileira.

Na Bolsa de Nova York, o contrato maio/26 do arábica fechou cotado a 298,60 cents/lbp, com alta de 890 pontos. O julho/26 encerrou a 282,30 cents/lbp, avanço de 750 pontos. O setembro/26 subiu 770 pontos, negociado a 274,85 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 avançou 765 pontos, fechando a 268,25 cents/lbp.

Em Londres, o robusta também teve um dia de valorização expressiva. O contrato maio/26 fechou a US$ 3.734 por tonelada, com alta de 90 pontos. O julho/26 encerrou a US$ 3.504 por tonelada, também com avanço de 90 pontos. O setembro/26 subiu 80 pontos, cotado a US$ 3.382 por tonelada, enquanto o novembro/26 avançou 86 pontos, encerrando a US$ 3.302 por tonelada.

Segundo análise da Safras & Mercado, o arábica encontrou suporte técnico após o contrato julho/26 atingir os menores níveis desde agosto do ano passado ao tocar 268 cents/lbp durante o pregão. O mercado reagiu com forte cobertura de posições vendidas e acompanhou a recuperação de outras commodities.

Além do movimento técnico, o cenário geopolítico voltou ao radar dos investidores. A escalada das tensões no Oriente Médio elevou as preocupações com o fluxo global de energia e ajudou a sustentar o avanço do petróleo, fator que trouxe suporte também para as commodities agrícolas.

No Brasil, o mercado segue acompanhando o avanço da colheita da safra 2026/27. Apesar da expectativa de uma produção elevada, operadores passaram a monitorar com mais atenção as previsões climáticas para os próximos meses. A possibilidade de um outono e inverno mais úmidos preocupa parte do mercado por possíveis impactos sobre a secagem e a qualidade do café arábica durante a colheita.

Mesmo com a recuperação desta segunda-feira, o mercado continua bastante volátil e ainda sensível às perspectivas de oferta elevada no Brasil. A entrada mais consistente da safra nas próximas semanas segue como um dos principais fatores acompanhados pelos operadores.

Por: Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv

Fonte: Notícias Agrícolas

Leonardo Assad

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