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Café abre 3ª feira pressionado por realização de lucros após disparada das bolsas

Mercado acompanha clima no Brasil, estoques apertados e resistência dos produtores nas negociações

O mercado do café iniciou a terça-feira (12) com ajustes técnicos nas bolsas internacionais após as fortes altas registradas na sessão anterior. O movimento acontece depois da disparada do arábica em Nova Iorque e do robusta em Londres, em um cenário ainda marcado por preocupação climática no Brasil, estoques reduzidos e baixa oferta no mercado físico.

Por volta das 9h30, horário de Brasília, o café arábica operava em queda na ICE Futures US. O contrato maio/26 subia 890 pontos, cotado a 298,60 cents/lbp. Já o julho/26 recuava 235 pontos, negociado a 279,95 cents/lbp. O setembro/26 perdia 205 pontos, valendo 272,80 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 tinha baixa de 200 pontos, cotado a 266,25 cents/lbp.

Em Londres, o robusta trabalhava com leves baixas nos principais vencimentos. O maio/26 subia 90 pontos, negociado a US$ 3.734 por tonelada. O julho/26 caía 7 pontos, cotado a US$ 3.497 por tonelada. O setembro/26 recuava 11 pontos, negociado a US$ 3.371 por tonelada, enquanto o novembro/26 perdia 13 pontos, valendo US$ 3.289 por tonelada.

O clima segue no radar dos operadores. Segundo a Climatempo, uma frente fria continua provocando instabilidades sobre áreas produtoras entre Alta Mogiana Paulista, sul de Minas Gerais, Zona da Mata Mineira e Espírito Santo. Há previsão de novos episódios de chuva ao longo da semana e também no próximo final de semana, principalmente sobre São Paulo e sul de Minas.

Apesar das precipitações, não há previsão de frio extremo ou geadas para o cinturão cafeeiro brasileiro neste momento. Ainda assim, o mercado continua monitorando qualquer mudança climática relevante em pleno avanço da colheita.

No mercado físico brasileiro, o Escritório Carvalhaes informou que os compradores elevaram suas ofertas acompanhando a alta de Nova Iorque, mas os produtores seguem resistentes em negociar nos níveis atuais. O volume de negócios permanece abaixo do necessário para atender a demanda das exportações brasileiras.

O dólar também segue no radar do setor. Na manhã desta terça-feira, a moeda norte-americana está cotada a R$ 4,8910, o mercado acompanha novas oscilações cambiais, fator importante para a formação dos preços internos do café.

Por: Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv

Fonte: Notícias Agrícolas

Leonardo Assad

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