Chegada da nova oferta brasileira segue pesando sobre as cotações
O mercado do café continua registrando uma baixa intensa entre os futuros negociados nas bolsas internacionais nesta tarde de segunda-feira (27) e, por volta de 13h50 (horário de Brasília), as cotações do arábica perdiam mais de 2% nas posições mais negociadas. O julho tinha 288,70 cents de dólar por libra-peso, enquanto o setembro valia 279,00/lb.
O cenário reforça um ponto cada vez mais evidente: o descolamento entre os preços internacionais e o mercado físico brasileiro.
O movimento nas bolsas reflete um ambiente mais acomodado após a volatilidade recente, com o mercado ainda assimilando o avanço da safra brasileira e uma percepção mais confortável em relação à oferta global no curto prazo.
No entanto, no Brasil, o cenário segue mais complexo. Com a chegada da safra, o mercado físico passa a operar com dinâmica própria, muitas vezes descolada das referências internacionais. Segundo análises recentes de mercado, esse comportamento ocorre porque o aumento gradual da oferta não tem sido acompanhado por um avanço proporcional nas negociações.
Na prática, isso significa que, mesmo com oscilações nas bolsas, os preços internos não reagem na mesma intensidade. O produtor segue cauteloso, avaliando níveis de preço, custos e estratégia antes de avançar na comercialização.
Esse descompasso também é influenciado pelo câmbio e pelas condições locais de oferta e demanda, que acabam tendo peso maior neste momento de transição de safra.
Além disso, o avanço da colheita tende a aumentar a disponibilidade nas próximas semanas, o que pode continuar limitando reações mais consistentes de alta no mercado interno, mesmo em cenários externos mais favoráveis.
Fonte: Notícias Agrícolas
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