Região alia irrigação, manejo técnico e sustentabilidade para ampliar produtividade e qualidade
A cafeicultura do Noroeste de Minas vem se consolidando como um dos principais polos produtivos do país, com crescimento sustentado baseado em tecnologia, irrigação e gestão eficiente. O cenário foi apresentado durante a Fenicafé pelo engenheiro agrônomo Eduardo Botelho de Bastos.
Segundo o especialista, a região tem apresentado evolução consistente ao longo dos anos, com destaque para a combinação entre produtividade, qualidade e responsabilidade ambiental. “É uma cafeicultura que se consolida a cada ano como um polo de produtividade, qualidade e preservação ambiental”, afirma.
Mesmo diante das variações climáticas, as lavouras têm respondido bem, principalmente com o uso de manejo técnico adequado. “As variações de temperatura afetam o desenvolvimento das plantas e o pegamento das floradas. Por isso, o uso de técnicas para amenizar esses estresses é fundamental”, explica.
Para as próximas safras, as perspectivas são positivas, ainda que sem previsão de recordes. “As plantas acumularam energia e estão respondendo bem aos tratamentos. Devemos ter uma carga média a boa, com estabilidade na produção devido aos ciclos de poda”, destaca.
Irrigação e estrutura garantem estabilidade produtiva
Um dos grandes diferenciais da região é o uso da irrigação, que permite maior controle da produção e redução dos riscos climáticos. “Aqui, as lavouras são 100% irrigadas. O foco está em otimizar o uso da água, com projetos bem ajustados e manejo adequado em cada fase da cultura”, afirma.
Além da irrigação, outros fatores contribuem para o desempenho da cafeicultura no Noroeste de Minas. “Temos altitude ideal, áreas mecanizadas, cooperativas atuantes e boa estrutura. Isso permite um crescimento de 7% a 10% ao ano, com produtividade e qualidade”, ressalta.
Crescimento sustentável e desafios do setor
Apesar do avanço consistente, o setor ainda enfrenta desafios, principalmente relacionados à valorização do produto. “O grande desafio é agregar valor ao excelente café que produzimos aqui”, pontua.
Com forte potencial de expansão, a região segue avançando de forma sustentável, aliando tecnologia, planejamento e respeito ao meio ambiente. “Crescemos com responsabilidade, pensando no ambiente onde vivemos e criamos nossos filhos”, completa.
Debate nacional fortalece estratégias
As discussões integram o painel “Panorama da cafeicultura nacional: Perspectivas das lavouras frente às condições climáticas para as safras 2025/2026 e 2026/2027”, dentro da programação da Fenicafé, reunindo especialistas de diversas regiões para analisar os rumos da cafeicultura brasileira.
A Fenicafé segue até o dia 16/04 no Parque Ministro Rondon Pacheco, em Araguari, no Triângulo Mineiro.
Mais informações: https://www.fenicafe.com.br/
Por: Lilian Rodrigues – Assessoria de Comunicação Fenicafé
Foto: Divulgação Fenicafe
Fonte: CCCMG
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