Especialista destaca que produção de café depende de estratégia e controle, e não apenas do clima
A irrigação foi apontada como um dos principais fatores para o aumento da produtividade e da estabilidade na cafeicultura durante a Fenicafé, em Araguari (MG). Em sua palestra, o engenheiro agrônomo Luan Peroni Venâncio reforçou que a produção de café exige planejamento técnico e controle sobre o sistema produtivo.
“Quem controla a sua produção: você ou o clima?”, provocou o especialista, ao destacar os riscos de depender exclusivamente das chuvas.
Segundo ele, a cafeicultura de sequeiro está cada vez mais vulnerável às variações climáticas, como veranicos e altas temperaturas, que comprometem diretamente o desempenho das lavouras.
Irrigação garante produtividade e reduz riscos
Dados apresentados durante a palestra mostram o impacto direto da irrigação na produção. Enquanto áreas de sequeiro apresentam médias próximas de 24 sacas por hectare, lavouras irrigadas podem alcançar patamares muito superiores. “No arábica, é possível produzir de 35 a 70 sacas por hectare. No conilon, ultrapassar 120 sacas. No final, o que a gente busca é lucro, dinheiro no bolso”, afirmou.
Além do aumento da produtividade, a irrigação proporciona maior estabilidade ao longo dos ciclos, reduzindo os riscos climáticos e garantindo maior previsibilidade ao produtor.
Fertirrigação aumenta eficiência dos insumos
Outro ponto destacado foi o uso da fertirrigação, que melhora significativamente o aproveitamento dos fertilizantes. “Você aplica o nutriente com até 90% de eficiência”, explicou.
Essa prática contribui para reduzir perdas, otimizar custos e aumentar a eficiência do sistema produtivo.
Projeto bem feito é fundamental
Apesar dos benefícios, o especialista alertou que o sucesso da irrigação começa na fase de planejamento. “O erro de projeto é muito difícil de consertar”, afirmou.
Falhas no dimensionamento do sistema podem gerar prejuízos elevados e exigir novos investimentos por parte do produtor.
Entre os fatores essenciais para um bom projeto, ele destacou a necessidade de considerar solo, clima, demanda hídrica da planta e qualidade da água. “Tratar solos diferentes da mesma forma é um erro comum”, pontuou.
Sistema integrado garante resultados
Venâncio reforçou que a irrigação deve ser vista como parte de um sistema integrado de produção. “A irrigação é o veículo do fertilizante”, destacou.
Segundo ele, a baixa uniformidade na aplicação pode comprometer tanto a nutrição quanto a produtividade da lavoura.
A principal mensagem da palestra é clara: produtividade consistente não depende de sorte, mas de planejamento técnico, manejo eficiente e controle do sistema produtivo — temas centrais debatidos na Fenicafé.
https://www.youtube.com/watch?v=KmVeDSQ32-0 A cafeicultura tem se desenvolvido muito no Brasil. Tecnicamente estamos a frente de todos…
Queda do petróleo e avanço da colheita no Brasil pressionam cotações e travam comercialização no…
Um momento histórico para a cafeicultura. Assim foi definida a 29ª edição da Feira Nacional…
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Mesa Nacional do Café, reafirma…
https://www.youtube.com/watch?v=MLxBh-74U40 Pela primeira vez na história, um Ministro de Estado do Trabalho e Emprego visitou…
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e…