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Produtores de Porto Acre ganham autonomia com implantação de mini-indústria de café

A iniciativa beneficia diretamente cerca de 40 famílias de produtores da região que, até a última safra, enfrentavam um gargalo logístico: a necessidade de transportar o fruto até Acrelândia para os processos de secagem e beneficiamento

Por Denis Henrique | Acre Ao Vivo

Uma nova realidade começa a ser desenhada para a cafeicultura em Porto Acre. Por meio de emenda parlamentar da ex-deputada federal e atual diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Perpétua Almeida, o município passa a contar com uma mini-indústria de beneficiamento de café que promete transformar a economia local.

A iniciativa beneficia diretamente cerca de 40 famílias de produtores da região que, até a última safra, enfrentavam um gargalo logístico: a necessidade de transportar o fruto até Acrelândia para os processos de secagem e beneficiamento. Além dos altos custos de frete, essa dinâmica fazia com que o valor agregado e parte do lucro da produção saíssem de Porto Acre.

A partir deste ano, o ciclo será concluído integralmente dentro do município. Durante visita técnica ao local, Perpétua Almeida avaliou as instalações e discutiu como a ABDI pode atuar para fortalecer a cadeia produtiva regional, levando inovação e suporte tecnológico aos agricultores.

Valorização do produtor

Para Perpétua Almeida, a entrega do maquinário cumpre um compromisso com o desenvolvimento do interior do estado.

“Nosso objetivo aqui no Ramal do Seringueiro é conhecer de perto como o recurso bem aplicado muda a vida das pessoas, especialmente na zona rural. Emenda boa é aquela que chega para quem mais precisa, e foi isso o que priorizamos em todos os nossos mandatos”, destacou a diretora.

O impacto positivo já é celebrado pela Associação de Moradores e Produtores de Porto Acre. A redução de custos e a agilidade no processamento são vistas como essenciais para o aumento da renda familiar. Segundo o presidente da associação, Abílio Caetano, o município já ultrapassa a marca de 1 milhão de pés de café plantados.

“Há sete anos investimos no café e a produção só aumenta. Até o ano passado, tínhamos que levar tudo para secar em Acrelândia, e o custo desse transporte acabava levando embora o lucro do produtor. Com essa mini-indústria, o que era gasto na estrada agora fica no bolso das famílias. É um ganho tremendo que garante que o resultado do nosso suor permaneça aqui”, afirmou Abílio.

Inovação e o Programa Coopera+

A visita também serviu para estreitar os laços entre a produção rural e a inovação industrial. Como agência de desenvolvimento, a ABDI já estuda formas de implementar melhorias no fluxo de trabalho e na qualidade final do grão a partir do Programa Coopera+.

O foco é modernizar as cooperativas, visando colocar o café de Porto Acre em novos mercados e garantir a sustentabilidade do projeto a longo prazo, unindo a tradição do campo à eficiência da indústria.

Leonardo Assad

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