A Kaê Chocolates trabalha com cacau da Bahia e ingredientes do sul de Minas. • Jordy Ribeiro
A Páscoa movimenta o setor de chocolates e, para muita gente, este é o período de maior otimismo nas vendas. É o caso de Leticia Motta, gerente de produção da Kaê Chocolates, fábrica de Varginha que utiliza cacau da Bahia e produtos do Sul de Minas na sua produção artesanal. Esse entusiasmo local reflete o cenário estadual: um levantamento do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG mostra que 60,6% dos empresários do varejo de alimentos afirmam que a data influencia positivamente as vendas, reforçando o peso da celebração para o faturamento de lojas especializadas e supermercados.
Segundo Leticia, a expectativa é que cada vez mais o consumidor se lembre de produções artesanais na hora de surpreender na Páscoa. “Cada vez mais as pessoas têm essa preferência pelo produtor local, pelo chocolate que é produzido de forma artesanal. A gente fabrica do puro cacau até o chocolate aqui em Varginha”, conta. “As pessoas estão buscando mais pelo produto natural, que tenha o sabor do chocolate de verdade.”, acrescentou.
Os dados da Fecomércio MG revelam que, embora as caixas de bombom liderem a preferência (37,4%), as barras de chocolate (19,6%) aparecem logo em seguida. Atenta a essa demanda, Leticia conta atualmente com nove tipos de chocolates e estudou no Senar para aprimorar seus conhecimentos, em especial para harmonizar com café. “Eu sou uma grande apaixonada, como moro aqui no sul de Minas, eu sempre gostei muito de café. Então, isso possibilitou para nós a criação de quatro sabores locais aqui para o sul de Minas. A gente tem o caipira, que é um chocolate branco com milho e especiarias, lembra uma barra de coral. O pão de mel, que ele é um 64% semi-intenso com especiarias, tem cravo, canela e muito cacau também. O pingado, que é um chocolate ao leite com café. E o cafezinho, que é um chocolate semi-intenso também, sem leite, com café”, detalhou à Itatiaia.
A análise regional da Fecomércio MG aponta que o Sul de Minas é uma das áreas onde a Páscoa gera maior dinamismo econômico. Alinhada a esse movimento, Leticia reforça que o objetivo é sempre dar preferência aos produtos regionais. Outra meta é “aumentar cada vez mais a consciência de que um bom chocolate pode sim ser brasileiro”, afirmou.
Fonte: Rádio Itatiaia
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