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Operação no RJ apreende quase 180kg de café adulterado; veja como identificar se o produto é irregular

Ação fiscalizou estabelecimentos no interior do estado após denúncias. Especialistas orientam atenção a selo, preço e rótulo

Por Gabriella Lourenço

Uma força-tarefa no estado do Rio de Janeiro apreendeu 176,5 kg de café suspeito de adulteração durante a Operação Café Real, realizada nesta quarta-feira (25). A ação mira indústrias e redes de supermercados para coibir fraudes e reduzir riscos ao consumidor.

A operação é coordenada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon), em parceria com o Procon-RJ, após denúncias da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

Ao todo, oito estabelecimentos foram fiscalizados em Volta Redonda, Barra Mansa e Três Rios. As amostras recolhidas serão analisadas para identificar a presença de impurezas ou substâncias irregulares.

O chamado “café fraudado” tem avançado com a alta no preço do produto original. Em muitos casos, é vendido como café puro, mas contém materiais estranhos ou mistura com outros ingredientes.

Pela legislação, é permitida uma tolerância máxima de 1% de impurezas naturais, como cascas e paus. Já a adição intencional de outros elementos — como milho ou resíduos — é considerada fraude.

Segundo o secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, a fiscalização busca garantir que o consumidor leve para casa um produto adequado. Ele alerta que o consumo de café fora dos padrões pode causar problemas de saúde e prejuízo financeiro.

A Abic, que apresentou as denúncias, afirma que mantém parceria com os órgãos de fiscalização para combater irregularidades no setor.

Como identificar café adulterado

Com a presença crescente de produtos irregulares no mercado, especialistas orientam que o consumidor redobre a atenção na hora da compra. Veja alguns sinais de alerta:

  • Observe o selo de qualidade: produtos certificados possuem o selo da Abic, que indica controle de pureza e qualidade;
  • Utilize o aplicativo ABICafé ou faça a leitura do QR Code: ao escanear o código de barras da embalagem, verifique se o café é certificado e em qual estilo/categoria se enquadra (tradicional, superior, extraforte, gourmet ou especial), verifique as características do alimento;
  • Desconfie de preços muito baixos: valores muito abaixo do mercado podem indicar adulteração;
  • Leia o rótulo com atenção: expressões como “bebida à base de café” ou “pó sabor café” indicam que o produto não é 100% café e e podem conter impurezas, portanto, são considerados cafés fakes.

A orientação é que, ao identificar qualquer irregularidade, o consumidor registre denúncia junto aos órgãos de defesa do consumidor.

A operação deve continuar nos próximos dias, com novas fiscalizações em diferentes regiões do estado.

Fonte: Diário do Rio

Leonardo Assad

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