Última atualização: 25/03/2026 às 16:15
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O retorno do caramujo gigante africano aos cafezais, com ataques severos a plantas adultas e mudas, reacende o alerta para prejuízos produtivos e riscos à sanidade das lavouras
Por José Braz Matiello | Café Point
O caramujo gigante africano voltou a atacar cafeeiros após um período sem registros. Agora, no final de 2025, foi observado um impacto severo, com ocorrência também em cafeeiros e mudas jovens.
Os caramujos, assim como as lesmas, são moluscos gastrópodes que podem viver tanto na terra quanto na água.
Caramujos comuns e lesmas se alimentam de vegetais, sendo herbívoros, e já foram citados como causadores de prejuízos em cafeeiros. As lesmas se alimentam da folhagem de mudas em viveiros, enquanto os caramujos têm seu ataque mais associado ao consumo da casca dos cafeeiros.
No ataque agora observado, foi constatada a ocorrência do caramujo gigante africano (Lissachatina fulica). Verificou-se o ataque no caule de cafeeiros adultos, na parte superior, com destruição da casca. Um tipo de ataque mais raro e altamente prejudicial também foi observado em cafeeiros novos e mudas. Nesse caso, ocorre o anelamento do caule, tornando a muda imprópria para plantio.
Como condição favorável, verificou-se o uso de mulching com capim seco junto às plantas, o que favorece o abrigo do caramujo. Esse ataque, com sintomas que podem ser observados nas fotos ilustrativas, foi registrado no município de Pinheiros, na região Norte do Espírito Santo.
Para relembrar, o caramujo gigante africano foi introduzido no Brasil para consumo humano, como substituto do escargot. Posteriormente, escapou de criadouros e se tornou uma praga, inclusive com impacto na saúde pública, por ser transmissor de doenças.
Sintomas do ataque do caramujo gigante africano na parte superior do tronco de cafeeiros, com raspagem da casca

Sintomas de roletamento do caule em mudas e aspecto do caramujo gigante africano
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