Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão desta quarta-feira (25) em alta na Bolsa de Nova York, impulsionados por fatores técnicos e fundamentos ligados ao mercado brasileiro. Apesar do avanço, o cenário segue limitado pela expectativa de uma safra robusta ao longo do ano.
Café arábica sobe forte na Bolsa de Nova York
As negociações na ICE Futures US registraram valorização expressiva para o café arábica.
Os contratos com entrega em maio fecharam cotados a 319,15 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 12,15 centavos, o equivalente a um avanço de 3,96% em relação ao pregão anterior. Já os papéis com vencimento em julho encerraram a sessão a 311,65 centavos, com ganho de 3,6%.
O movimento reflete uma combinação de ajuste técnico e recomposição de posições por parte dos investidores.
Exportações mais lentas do Brasil sustentam preços
O atual ritmo mais lento das exportações brasileiras tem contribuído para dar suporte às cotações internacionais. Como maior produtor global, o Brasil exerce forte influência sobre os preços.
Esse cenário ajudou o mercado a alcançar os maiores níveis das últimas sete semanas. Ainda assim, o potencial de valorização segue limitado diante da expectativa de uma safra recorde no país ao longo de 2026.
Exportações de café recuam em março
Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que, nos primeiros 15 dias úteis de março de 2026, o Brasil exportou 1.859.516 sacas de café em grão, considerando sacas de 60 quilos.
A média diária embarcada foi de 123.966 sacas, enquanto a receita total alcançou US$ 757,428 milhões, com média diária de US$ 50,495 milhões. O preço médio por saca ficou em US$ 407,28.
Comparação com 2025 mostra queda no volume e receita
Na comparação com março de 2025, os dados mostram retração relevante no desempenho das exportações:
A redução no volume exportado reforça o cenário de oferta mais restrita no curto prazo, contribuindo para a sustentação dos preços internacionais.
Mercado atento à safra e fundamentos
Apesar da valorização recente, o mercado segue atento à evolução da safra brasileira, que pode limitar ganhos mais expressivos ao longo do ano.
Assim, o comportamento das exportações, aliado às condições climáticas e ao desenvolvimento da produção, continuará sendo determinante para a formação dos preços do café no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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