Arábica e robusta recuam nos principais vencimentos de 2026 enquanto mercado avalia estoques, clima no Brasil e ritmo de comercialização.
O mercado futuro do café iniciou a sessão desta quarta-feira com recuo nas principais bolsas internacionais, em movimento de ajuste técnico após os ganhos expressivos registrados no pregão anterior. O arábica em Nova Iorque e o robusta em Londres operam em baixa, com investidores realizando lucros enquanto permanecem atentos ao cenário de oferta global e às condições climáticas no Brasil.
Na ICE Futures US, o contrato de arábica com vencimento em maio de 2026 abriu cotado a 315,35 cents por libra peso, registrando queda de 2,50 pontos. O julho de 2026 iniciou o dia a 308,10 cents, com baixa de 2,25 pontos, enquanto o setembro de 2026 abriu a 294,55 cents por libra peso, recuando 1,70 pontos.
Em Londres, o robusta também começou o dia com movimento predominantemente negativo. O contrato maio de 2026 abriu a 3.648 dólares por tonelada, com queda de 14 pontos. O julho de 2026 iniciou a sessão a 3.576 dólares, com baixa de 5 pontos, enquanto o setembro de 2026 abriu a 3.513 dólares por tonelada, com leve alta de 4 pontos, destoando dos demais vencimentos.
O movimento ocorre após a forte valorização observada na terça-feira. Segundo análise do escritório Carvalhaes, os contratos de arábica trabalharam em alta expressiva durante praticamente todo o pregão anterior, enquanto o robusta encerrou com ganhos moderados, sustentados pela percepção de oferta mais ajustada. O contrato maio do arábica chegou a oscilar mais de mil pontos ao longo do dia e se manteve acima de três dólares por libra peso, evidenciando a força compradora observada no mercado.
Outro ponto destacado pelo escritório foi a redução dos estoques certificados de arábica, que permanecem próximos de 0,6 milhão de sacas, bem abaixo dos volumes registrados em anos anteriores. A diminuição reforça o cenário de oferta apertada e mantém o mercado sensível a qualquer mudança climática nas regiões produtoras brasileiras. Ainda de acordo com a análise, o mercado físico no Brasil apresentou maior atividade, com compradores elevando ofertas e negócios sendo fechados tanto para arábica quanto para conilon.
No campo climático, a avaliação indica que o tempo seco predominou nas principais áreas produtoras, favorecendo a maturação dos grãos, enquanto previsões apontam retorno de chuvas moderadas em parte do Sudeste, especialmente entre Cerrado, Triângulo Mineiro e centro norte de Minas Gerais. O padrão climático segue no radar dos participantes por seu potencial impacto na qualidade e no volume da próxima safra.
Com esse conjunto de fatores, o mercado inicia o dia em correção, mas ainda sustentado por fundamentos que mantêm a volatilidade elevada. Operadores seguem atentos ao comportamento dos produtores brasileiros, ao desenvolvimento climático e à evolução dos estoques certificados, elementos que continuam determinantes para a direção das cotações no curto prazo.
Por: Priscila Alves
Fonte: Notícias Agrícolas
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