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Fecomércio quer reativar ferroviária para levar café de MG até o RJ

Eloos Itatiaia reúne autoridades de todo o país no Cine Theatro Brasil, Centro de Belo Horizonte

Por Itatiaia

Fecomércio quer reativação da ferrovia Varginha-Lavras • Seinfra / Divulgação

O desenvolvimento de uma malha ferroviária eficiente, com destaque para a conexão entre Varginha e o Rio de Janeiro, é a principal bandeira da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) para transformar a logística do Estado. O objetivo é otimizar o transporte de café e outros insumos, reduzindo a dependência excessiva das rodovias e os altos custos operacionais que hoje elevam o preço final dos produtos para o consumidor.

A intenção foi apresentada pelo presidente da Fecomércio MG, Nadim Donato, durante a abertura do Eloos Itatiaia, que tem como tema central Cidades e Infraestrutura. O evento, que reúne autoridades de todo o país, ocorre no Cine Theatro Brasil, Centro de Belo Horizonte.

Nadim Donato destacou que a situação atual é crítica, visto que o estado abrange a maior malha rodoviária do país, mas sofre com a precariedade das vias e a ausência de trens. “Minas Gerais perdeu toda a sua malha ferroviária”, lamentou Donato, ressaltando que o projeto para Varginha exigiria apenas o aumento da bitola dos trilhos existentes para retirar uma quantidade enorme de caminhões das estradas.

O trecho Varginha–Três Corações–Lavras faz parte da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), administrada pela VLI, mas está desativado desde 2009.

O impacto no bolso do consumidor

A carência de modais alternativos, como o ferroviário e o de aviação de carga, contribui diretamente para o chamado “Custo Brasil”. Segundo o dirigente, a logística deficitária encarece a chegada da mercadoria ao ponto de venda. “A mercadoria chega cara no ponto” e, diante de um custo operacional tão alto, “quem vai pagar no final é o consumidor”, explicou.

Desafios urbanos em BH

Além da logística de longa distância, o debate promovido pela Fecomércio MG abordou a mobilidade urbana na capital mineira. Donato demonstrou preocupação com o comércio do Hipercentro e dos bairros, que abrigam pequenas e médias empresas — as maiores empregadoras do setor.

Ele questionou a viabilidade de projetos que preveem o fechamento de ruas sem a criação de novas vagas de estacionamento, o que pode afastar clientes e prejudicar as vendas. “Onde estão nossos estacionamentos?”, indagou, defendendo que o debate sobre a infraestrutura das avenidas, como a Afonso Pena, deve ser aprofundado para não sufocar o comércio local.

A proposta final da entidade é uma reformulação completa que integre transporte de cargas e de passageiros, visando à competitividade de Minas Gerais. “É uma maneira de a gente reduzir custos e fazer com que a mercadoria chegue muito mais barata”, concluiu.

Leonardo Assad

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