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Café abre semana com quedas nas bolsas internacionais e pressão sobre os preços futuros

Quedas nas bolsas internacionais marcam a abertura do mercado de café, com cenário de oferta no curto prazo

Os contratos futuros do café iniciam esta segunda-feira (23), em queda nas bolsas internacionais, refletindo ajustes técnicos e um cenário de oferta mais confortável no curto prazo, além de movimentações externas que influenciam o apetite dos investidores.

Na bolsa de Nova York, referência para o café arábica, os contratos também registram desvalorização:

➡️ Maio/26: 302,60 cents/lb, baixa de 7,15 pontos
➡️ Julho/26: 296,00 cents/lb, baixa de 6,35 pontos
➡️ Setembro/26: 283,90 cents/lb, baixa de 6,50 pontos

Já na bolsa de Londres, referência para o café robusta, os principais vencimentos operam em baixa:

➡️ Maio/26: US$ 3.596 por tonelada, queda de 68 pontos
➡️ Julho/26: US$ 3.520 por tonelada, queda de 48 pontos
➡️ Setembro/26: US$ 3.448 por tonelada, queda de 52 pontos

O movimento negativo nas duas bolsas indica um ajuste generalizado do mercado, após períodos de maior volatilidade. Entre os fatores que ajudam a explicar a pressão sobre os preços está a realização de lucros por parte dos fundos, comum após sequências de valorização, além de expectativas relacionadas à oferta global.

Do ponto de vista fundamental, o mercado acompanha o desenvolvimento das lavouras no Brasil e em outros importantes produtores, além do ritmo das exportações. A percepção de oferta mais ajustada no curto prazo tende a limitar movimentos de alta mais consistentes neste momento.

No cenário de demanda, dados recentes divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel indicam crescimento de 15% no consumo de café solúvel no Brasil entre janeiro e março. Apesar de positivo, o avanço da demanda ainda não é suficiente, no curto prazo, para sustentar altas nas bolsas diante do peso dos fatores financeiros e da oferta.

Para o produtor rural, o início da semana exige atenção redobrada. O mercado segue sensível a variáveis externas, como o comportamento do dólar e o posicionamento dos fundos, além das condições climáticas nas regiões produtoras. A combinação desses fatores deve continuar ditando o ritmo das cotações nos próximos dias.

Por: Priscila Alves

Fonte: Notícias Agrícolas

Leonardo Assad

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