CAFÉ: mercado vira, rompe US$ 3/lb e desafia dólar em alta

Mercado ainda muito atento ao cenário geopolítico global; ganhos se dão mesmo com alta forte do dólar

Os preços do café arábica voltaram a subir na bolsa de Nova York na tarde desta sexta-feira (20), revertendo as leves perdas registradas no início do dia. Os contratos ganharam força ao longo do pregão e passaram a operar com altas de mais de 2% nas posições mais negociadas, com o contrato maio voltando a superar os 300 cents de dólar por libra-peso, sendo cotado a 310,40 cents. O julho ia na mesma toada e tinha com ganho de quase 3% voltava aos 302,75 cents de dólar por libra. 

A virada no mercado reflete, em parte, ajustes técnicos e recomposição de posições por parte dos investidores, em um ambiente ainda marcado por elevada volatilidade. Depois de um começo de sessão mais pressionado, o café encontrou suporte e retomou o viés de alta, acompanhando também o movimento observado em outras commodities. Ainda na bolsa de Nova York, as cotações do açúcar registravam mais de 1,5% e já superavam os 15 cents de dólar por libra-peso nas primeiras posições. 

O cenário externo segue contribuindo para esse comportamento. As incertezas no quadro global continuam no radar dos operadores, especialmente diante das preocupações com logística e fluxo de comércio internacional, o que sustenta o interesse pelos mercados agrícolas.

Com isso, o café arábica mantém o ritmo de valorização visto nas últimas sessões, reforçando a tendência de oscilações intensas ao longo do dia. A mudança de direção nesta sexta-feira evidencia um mercado sensível a fatores técnicos e ao noticiário internacional, com os preços reagindo rapidamente às mudanças de percepção dos investidores.

E os ganhos para o café nas bolsas internacionais se dão mesmo diante de uma alta forte do dólar frente ao real nesta sexta-feira. A moeda americana sobe mais de 1%, volta a flertar com os R$ 5,30 e também está no radar dos mercados. Ainda assim, segundo relatos de cafeicultores e analistas de mercado, os preços no mercado doméstico pouco se alteraram até este momento. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte: Notícias Agrícolas

Leonardo Assad

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