Por Fabiano Frade | Rádio Itatiaia
Conheça o café que virou identidade: o sucesso do Cerrado Mineiro • Fabiano Frade/Itatiaia
O Cerrado Mineiro vive um novo capítulo na sua trajetória de mais de meio século dedicada à organização, inovação e estratégia coletiva. No último sábado (14), em Patrocínio, produtores, entidades e o Sebrae Minas apresentaram a nova marca territorial da região, símbolo da maturidade e da consolidação de um dos cafés mais valorizados do país e do mundo.
Para entender por que o café do Cerrado se tornou referência, o Itatiaia Agro ouviu seis personagens fundamentais dessa construção. Cada um deles ajuda a explicar como uma região transformou clima, técnica e colaboração em identidade — e identidade em reconhecimento internacional.
Gerente regional do Sebrae Minas, Marcos Geraldo Alves destaca que a união dos mais de 4.500 produtores foi decisiva para tirar o Cerrado Mineiro da lógica da commodity e colocá-lo na vitrine dos cafés especiais.
Ele aponta o papel das cooperativas e associações na profissionalização da cadeia, na abertura de novos mercados e no aumento da competitividade.
“Hoje, o café do Cerrado é uma locomotiva que impulsiona outros produtos e fortalece toda a região”, afirma.
Na Fazenda Bom Jardim Estate Coffee, o produtor Mário Alves Rebehy explica que o café da região evoluiu para um produto com identidade própria.
Práticas regenerativas, preservação ambiental e rastreabilidade criaram um padrão de qualidade que rompeu a fronteira da commodity.
Para Rebehy, o protagonismo conquistado é resultado direto da consistência e da dedicação de quem trabalha no campo.
Gestora de cafés especiais da AgroBeloni, Elesandra Beloni descreve o Cerrado como um território onde a inovação nunca para.
Novas tecnologias, manejo de precisão e responsabilidade socioambiental orientam desde a produção até a gestão das propriedades.
Ela ressalta ainda a crescente presença feminina no campo, que agrega cuidado, eficiência e novas perspectivas à cadeia.
Presidente da APPCER, Alan Michel Batista representa 93 pequenos produtores que ajudam a sustentar a diversidade agrícola do Cerrado Mineiro.
Ele explica que práticas regenerativas e a diversificação produtiva se consolidaram, fortalecendo o ecossistema e reduzindo riscos climáticos e fitossanitários.
Para Batista, a união dos pequenos amplia oportunidades e reforça a sustentabilidade econômica da região.
Barista e empresário em Brasília, Daniel Viana acompanha a presença crescente do café do Cerrado em competições e eventos.
Segundo ele, a constância sensorial e a qualidade repetível são fatores que fazem o produto ser valorizado no mercado de cafés especiais.
Viana destaca ainda a troca com os produtores como essencial para fechar o ciclo entre campo, torra e xícara.
Embaixadora da gastronomia do Cerrado Mineiro, a chef Gabi Tropicana trabalha para mostrar que o café vai muito além da bebida.
Ela defende que o ingrediente ainda é subaproveitado na culinária brasileira e que seus aromas e complexidades abrem espaço para novas possibilidades gastronômicas.
“O café está no dia a dia de todos. Meu trabalho é mostrar de onde ele vem e levar essa riqueza sensorial para os pratos”, afirma.
O café da região se consolidou porque combina:
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