Setor do café brasileiro discute tarifas e comércio nos Estados Unidos

Representantes do setor cafeeiro brasileiro aproveitaram um dos principais encontros da indústria global para discutir desafios comerciais e possíveis novas barreiras ao produto nacional no mercado americano

Por Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo

Representantes do setor cafeeiro brasileiro aproveitaram um dos principais encontros da indústria global para discutir desafios comerciais  • Cecafé

Representantes do setor cafeeiro brasileiro aproveitaram um dos principais encontros da indústria mundial para discutir barreiras comerciais que afetam as exportações para os Estados Unidos, especialmente as tarifas aplicadas ao café solúvel.

A agenda foi liderada pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), que realizou reuniões com entidades e representantes do mercado americano para tratar das taxas ainda vigentes e do risco de novas medidas comerciais.

Atualmente, cafés verdes, torrados e moídos do Brasil entram no mercado americano sem tarifas. Já o café solúvel brasileiro enfrenta uma taxação de 10%, o que reduz a competitividade frente a países como o México, que exporta o produto aos EUA com tarifa zero.

Segundo o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, o objetivo das reuniões foi alinhar estratégias com entidades do setor para reduzir riscos e defender o café brasileiro no principal mercado consumidor do mundo.

Outro ponto de atenção é uma investigação comercial aberta pelo Office of the United States Trade Representative (USTR), órgão do governo dos Estados Unidos responsável pela política comercial do país. O processo é baseado na Section 301 of the Trade Act of 1974, uma lei americana que permite ao governo investigar práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA e, se necessário, aplicar medidas de retaliação.

Na prática, esse tipo de investigação pode resultar na imposição de tarifas adicionais ou outras restrições a produtos importados. Por isso, o setor cafeeiro brasileiro acompanha o tema de perto, já que eventuais novas taxações poderiam afetar a competitividade do café do Brasil no mercado americano.

Além das discussões comerciais, o Brasil também utilizou o evento para promover a nova estratégia de posicionamento da marca “Cafés do Brasil”, destacando o conceito ESG+T, que combina sustentabilidade ambiental e social com inovação tecnológica na produção cafeeira.

As discussões ocorreram durante a “2026 NCA Convention”, organizada pela National Coffee Association, entre os dias 12 e 14 de março, em Tampa, na Flórida, nos Estados Unidos.

A iniciativa contou com a participação de entidades como a ABICS (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel), a ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café) e o Ministério da Agricultura e Pecuária.

Leonardo Assad

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