CAFÉ: Monitoramento climático ganha protagonismo na cafeicultura brasileira

Estruturas da Femagri: produtores recorrem à tecnologia para enfrentar extremos climáticos

Na Femagri 2026, Cooxupé mostra rede de monitoramento com mais de 100 estações e projetos para aumentar eficiência nas lavouras

As mudanças climáticas passaram a ocupar o centro das preocupações da cafeicultura brasileira. Após safras recentes marcadas por estiagens e temperaturas elevadas, produtores têm buscado cada vez mais dados meteorológicos, monitoramento e tecnologia para orientar decisões no manejo das lavouras.

Esse cenário será um dos destaques da Femagri 2026, feira promovida pela Cooxupé, que acontece de 18 a 20 de março em Guaxupé (MG) e deve reunir cerca de 42 mil visitantes, entre produtores, técnicos e profissionais do agronegócio.

Durante o evento, o Departamento de Geoprocessamento da cooperativa apresentará um sistema de monitoramento climático baseado em mais de 100 estações meteorológicas e redes de pluviômetros, espalhadas por regiões cafeeiras de 360 municípios do Sul e Cerrado de Minas, Matas de Minas e da média mogiana paulista.

O sistema permite acompanhar a distribuição das chuvas e o comportamento climático ao longo dos anos, oferecendo informações que ajudam o produtor a planejar melhor o manejo da lavoura e reduzir riscos produtivos.

Segundo Guilherme Vinícius Teixeira, engenheiro agrônomo responsável pelo setor na cooperativa, a proposta é aproximar tecnologia e gestão da realidade do campo. “Estaremos com diversas frentes demonstrativas que integram inovação, projetos estratégicos e suporte técnico ao produtor cooperado. A proposta é tornar a gestão da propriedade mais ágil e orientada por dados, contribuindo para decisões mais assertivas no manejo e no planejamento das lavouras”, afirma.

Café de Montanha amplia áreas produtivas

Outro destaque da feira será o Projeto Café de Montanha, iniciativa que busca viabilizar a produção em áreas com declive, tradicionalmente pouco exploradas pela dificuldade de mecanização.

A proposta envolve a sistematização do terreno para permitir plantio e colheita mecanizados, aumentando a viabilidade econômica dessas áreas. Durante a Femagri, os cooperados poderão acompanhar, por meio de telas interativas, a evolução das áreas atendidas e os resultados já obtidos pelo projeto.

A expectativa é que iniciativas desse tipo ajudem a ampliar o potencial produtivo da cafeicultura brasileira, que pode alcançar 66,2 milhões de sacas em 2026, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Fonte: Agro Revenda

Leonardo Assad

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