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Cocatrel destaca protagonismo feminino no campo em ano dedicado à mulher agricultora

Última atualização: 10/03/2026 às 12:41

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Cooperativa mantém grupo com cerca de mil produtoras e iniciativa ganha mais relevância após a ONU declarar 2026 como Ano Internacional da Mulher Agricultora

Por Helenice Laguardia | O Tempo

A Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel) mantém desde 2018 o Grupo Cafeína Cocatrel, projeto criado para capacitar e conectar mulheres produtoras de café.

A Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel) mantém desde 2018 o Grupo Cafeína Cocatrel, projeto criado para capacitar e conectar mulheres produtoras de café. Foto: Cocatrel/Divulgação

A participação feminina na agricultura ganha destaque global em 2026. A Organização das Nações Unidas declarou o período como o Ano Internacional da Mulher Agricultora, iniciativa que busca ampliar a visibilidade do trabalho realizado por mulheres no campo e incentivar políticas públicas, investimentos e inovação voltados à igualdade de gênero na produção agrícola.

No Brasil, a presença feminina nas atividades rurais é expressiva. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 15 milhões de mulheres vivem em áreas rurais, o que representa aproximadamente 47,5% da população do campo. Entre elas, mais da metade participa diretamente das atividades produtivas.

Em Minas Gerais, iniciativas voltadas ao fortalecimento do protagonismo feminino na cafeicultura já vêm sendo desenvolvidas há alguns anos. A Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel) mantém desde 2018 o Grupo Cafeína Cocatrel, projeto criado para capacitar e conectar mulheres produtoras de café.

Hoje, o grupo reúne cerca de mil cooperadas e se consolidou como uma das principais iniciativas de incentivo à participação feminina no setor. Entre as integrantes está uma produtora de 103 anos de idade, símbolo da presença histórica das mulheres na atividade.

O projeto promove visitas técnicas às propriedades, dias de campo, palestras e capacitações voltadas para gestão da produção e melhoria da qualidade do café. Há também acompanhamento especializado em processos de pós-colheita para produção de cafés especiais.

Como resultado, a cooperativa já exporta cafés produzidos pelas integrantes do grupo para mais de 25 países. Parte dessa produção também é industrializada pela própria Cocatrel, agregando valor ao produto e ampliando a visibilidade das propriedades rurais lideradas por mulheres.

Além da capacitação de produtoras experientes, o projeto também apoia mulheres que desejam iniciar na atividade. Por meio do programa Primeiros Passos, participantes passam por um ciclo de 12 encontros formativos que abordam desde gestão da propriedade até técnicas de manejo e produção.

Criado em Três Pontas, no Sul de Minas, o Grupo Cafeína expandiu sua atuação ao longo dos anos e hoje conta com cinco núcleos nas regiões atendidas pela cooperativa.

Segundo a especialista em pós-colheita e coordenadora do grupo, Iandra Vilela, a iniciativa busca estimular o protagonismo feminino em todas as etapas da cadeia produtiva do café. “O Grupo Cafeína Cocatrel é mais do que um coletivo. É um movimento que transforma realidades e impulsiona o futuro da cafeicultura, tendo as mulheres como protagonistas dessa evolução”, afirma.

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