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Egídio Malanquini assume a presidência do Sindicafé

Por Stefany Sampaio | Folha Vitória

Nova diretoria do Sindicafé (2026)

A nova diretoria do Sindicato da Indústria do Café do Espírito Santo (Sincafé) tomou posse ontem (2), na sede da Findes, em Vitória. A cerimônia marcou o início da gestão 2026-2028 e reuniu lideranças e representantes da indústria cafeeira capixaba em um momento de alinhamento para os próximos desafios do setor. Também foram empossados os conselheiros fiscais e os delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). O empresário do ramo do café, Egídio Malanquini, assumiu a presidência do Sindicafé.

café tem peso estratégico na economia capixaba. O Espírito Santo é hoje o maior produtor e exportador brasileiro de café conilon, respondendo por mais de 70% da produção nacional da variedade, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em 2025, as exportações de café capixaba somaram uma receita de US$ 1,2 bilhão, conforme dados do Comex Stat. Além disso, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, compilada pelo Observatório Findes, o setor gera mais de mil empregos formais no Espírito Santo.

Ao assumir a presidência, Egídio Malanquini destacou que o foco da nova gestão será ampliar a participação das indústrias nas ações do sindicato e fortalecer ainda mais a representatividade do setor. Ele também sinalizou que qualidade e internacionalização estarão no centro das discussões.

Egídio Malanquini, presidente do Sindicafé

“O objetivo desta nova gestão é fortalecer a participação dos industriais do setor nas ações do sindicato, promovendo seminário regional sobre tema qualidade e internacionalização do setor. Chegamos na era da mudança do setor, ou seja, devemos buscar as novas tendências que o mercado está oferecendo”, destacou. 

Segundo o presidente, o momento é de adaptação às novas demandas do mercado. O avanço dos cafés especiais, por exemplo, representa uma oportunidade importante para as indústrias, principalmente as de pequeno porte, que podem agregar valor ao produto e ganhar competitividade. “Os produtores já vêm avançando nesse processo, e agora é o momento de a indústria dar continuidade a essa evolução”, afirmou.

O presidente da FindesPaulo Baraona, reforçou a relevância do setor cafeeiro para o estado e destacou o papel dos sindicatos na construção de um ambiente mais competitivo e colaborativo. 

“O setor cafeeiro é referência para o Espírito Santo e para o Brasil. A atuação dos sindicatos é essencial para aproximar as demandas do setor produtivo e para seguir fortalecendo a competitividade da indústria capixaba. A Findes segue à disposição das empresas, fortalecendo o diálogo, incentivando a cooperação e apoiando iniciativas que impulsionem, ainda mais, o setor industrial”.

Sincafé foi criado em 1957, após uma reunião de 12 empresários na sede do Sesi, em Vitória, quando foi eleita a primeira diretoria, presidida por Antônio Sobreira Amaral.

Naquela época, a cafeicultura capixaba vivia um período de crescimento. Desde 1938, a produção vinha em expansão e já alcançava uma média de 1,7 milhão de sacas de 60 kg. O cenário internacional também favorecia o setor, com alta nos preços do café entre 1950 e 1954 e políticas cambiais que ampliaram a remuneração dos produtores.

Foi nesse contexto de crescimento e organização do setor que surgiu a necessidade de criar uma entidade voltada à representação e defesa das indústrias do café, fortalecendo o associativismo e contribuindo para o desenvolvimento do segmento no Espírito Santo.

Leonardo Assad

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