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Boletim Carvalhaes: temporada de chuvas traz alívio aos cafeicultores brasileiros

Última atualização: 23/02/2026 às 14:29

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Precipitações devem proporcionar uma boa produção, com crescimento mais vigoroso dos frutos e menor queda na fase de maturação

Por Escritório Carvalhaes | Café Point

Na semana de Carnaval no Brasil, os contratos de arábica na ICE Future US, em Nova York, fecharam a sexta (20) com pequenas altas, enquanto que os de robusta, na ICE Europe, em Londres, tiveram queda maior e encerraram a semana com perdas nas duas bolsas, resume o Boletim Carvalhaes, emitido na sexta (20).

Segundo o informativo semanal, as chuvas mais intensas que caem desde meados de janeiro sobre os cafezais do Brasil faz com que operadores internacionais trabalhem com a expectativa de uma safra brasileira recorde em 2026, estimulando o recuo das cotações em NY e Londres. 

“Em nossa opinião, o verão é a época natural de chuvas nas regiões brasileiras de café, e a chegada delas, apesar de atrasadas, é muito bem-vinda e traz grande alívio aos cafeicultores brasileiros, que poderão – se o tempo continuar a ajudar – colher, em média, uma safra maior que a de 2025”, informa o Boletim Carvalhaes. 

“As chuvas devem proporcionar uma produção melhor, com o crescimento mais vigoroso dos frutos e menor queda na fase de maturação. No entanto, não surgirão novos frutos e nem será recuperado o que foi perdido com a queda de flores e frutos na primavera e início do verão”, conclui o informativo.

Contratos de arábica

Na ICE Futures US, os contratos para março próximo oscilaram, na sexta (20), 435 pontos entre a máxima e a mínima, batendo, na máxima do dia, US$ 2,9100 por libra-peso, alta de 360 pontos. Fecharam valendo US$ 2,8830 por libra-peso, alta de 90 pontos (0,31%). Na quinta (19) recuaram 15 pontos (0,05%) e, na quarta (18), subiram 295 pontos (1,21%). Em janeiro, somaram queda de 1.650 pontos (4,73%). Em 2025, os contratos para março próximo subiram 6.950 pontos (24,89%).

Contratos de robusta

Na ICE Europe, os contratos de robusta para março próximo bateram, na máxima de sexta (20), US$ 3.729 por tonelada – alta de US$ 63. Fecharam o pregão a US$ 3.615, em queda de US$ 51 (1,39%) por tonelada. Na quinta (19), caíram US$ 68 (1,82%) e, na quarta (18), subiram US$ 53 (1,44%). Em janeiro, somaram alta de US$ 164 (4,15%) por tonelada. Em 2025, os contratos para março próximo recuaram US$ 926 por tonelada (19%).

Contratos futuros em R$

Em reais por saca, os contratos para março próximo na ICE Futures US fecharam, na sexta (20), valendo R$ 1.973,94. Encerraram a sexta retrasada (13) a R$ 2.075,62 e a sexta anterior a ela (6) a R$ 2047,29.

Mercado físico brasileiro

Na semana passada, com menos dias úteis devido aos feriados de Carnaval, o mercado físico brasileiro de arábica permaneceu calmo, com volume baixo de negócios fechados. O mercado físico de conilon apresentou um número mais expressivo de negócios fechados. Os produtores de arábica mostram pouca disposição em vender o café que ainda resta da atual safra 2025/2026 nas bases oferecidas pelo mercado, que estão recuando com as quedas nas bolsas em NY e Londres e com o fortalecimento do real frente ao dólar. Há interesse comprador para todos os padrões de café.

Embarques

Até dia 20, os embarques de fevereiro estavam em 1.300.085 sacas de arábica, 145.552 sacas de conilon e 181.956 sacas de solúvel, totalizando 1.627.593 sacas embarcadas contra 1.154.949 sacas no mesmo dia de janeiro. 

Até dia 20, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em fevereiro totalizavam 1.882.120 sacas, contra 1.547.632 sacas no mesmo dia do mês anterior.

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