Última atualização: 10/02/2026 às 12:32
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Problemas climáticos que afetaram as colheitas geraram altas de diversos produtos
Por Daniela Walzburiech — Florianópolis | Globo Rural
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Pimentão acumula alta de 22,49% nos últimos 12 meses — Foto: Divulgação
A inflação dos alimentos continua sendo um dos principais desafios para o consumidor brasileiro na tarefa de equilibrar as contas. Isso porque os reajustes mais expressivos atingem produtos básicos e presentes no carrinho de compras que serão levados à mesa.
De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10/2), o café solúvel lidera a lista dos dez alimentos que mais subiram de preço nos últimos 12 meses, com alta de 27,46% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.
O principal motivo dessa variação no grupo “alimentação e bebidas” não é atual. Ele está relacionado aos prejuízos registrados na safra brasileira de 2024. Na ocasião, a florada do café, com menor qualidade, produziu menos cerejas (frutos do cafeeiro) e, por consequência, grãos mais defeituosos, analisa Felippe Serigati, pesquisador do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro).
“A raiz disso é o aumento do preço do grão de café verde após a colheita abaixo do esperado. Tivemos um terceiro trimestre com seca e temperaturas acima da média”.
Além do café moído, a lista da Globo Rural inclui também o solúvel e o cafezinho, além de hortaliças e frutas. Veja abaixo:
1 – Café solúvel
- Aumento: 27,46%
- Motivo: encarecimento do grão de café, a principal matéria-prima do produto.
2 – Café moído
- Aumento: 23,47%
- Motivo: prejuízos da safra de 2024 por causa do clima.
3 – Pimentão
- Aumento: 22,49%
- Motivo: condições climáticas adversas, com períodos prolongados de estiagem e episódios de chuva intensa, afetaram as regiões produtoras.
4 – Manga
- Aumento: 15,94%
- Motivo: eventos climáticos extremos, como ondas de calor e volumes de chuva acima da média.
5 – Batata-doce
- Aumento: 15,67%
- Motivo: eventos climáticos extremos causaram prejuízos nas lavouras, reduzindo a oferta e pressionando os preços para cima.
6 – Mamão
- Aumento: 15,01%
- Motivo: menor oferta de frutas de qualidade nas praças capixabas e baianas, o que aumentou os ganhos dos produtores que tinham mamões com padrões mais elevados.
7 – Mandioca (aipim ou macaxeira)
- Aumento: 14,69%
- Motivo: o principal motivo da alta é a colheita de novas lavouras, o que aumentou a entrada de aipim de boa qualidade e melhor cozimento no mercado, segundo a Emater/RS.
8 – Cafezinho
- Aumento: 13,10%
- Motivo: alta do preço do grão e aumento dos custos de serviços associados ao preparo fora do domicílio.
9 – Coentro
- Aumento: 7,71%
- Motivo: segundo o Ceagesp, produtores de verduras sofreram devido à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema meteorológico responsável por chuvas volumosas e persistentes em diversas regiões do Sudeste.
10 – Melão
- Aumento: 5,64%
- Motivo: combinação de calor excessivo e volumes elevados de chuva comprometeram a qualidade da fruta e a logística de transporte.
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