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Feira do Cerrado promove a gestão responsável e a sustentabilidade dos negócios como requisitos básicos para sobrevivência da cafeicultura

Domínio sobre os custos e compreensão dos riscos inerentes à atividade rural são as ferramentas que permitem investimentos assertivos

Situada em Monte Carmelo (MG), uma região reconhecida internacionalmente pela qualidade do café, restreabilidade e práticas sustentáveis, que agrega atualmente cerca de 12,7% da produção nacional do grão (com média anual de 6 milhões de sacas), a Feira do Cerrado 2026, promovida pela Cooxupé, antecipa a colheita e reúne soluções que impactam diretamente na produtividade, custos e qualidade da produção cafeeira. 

Chegando em sua 11ª edição, o evento teve como tema Tradição e Inovação: Gestão responsável, cooperativismo forte, futuro de oportunidades. “Queríamos unir passado, presente e futuro das nossas gerações de cooperados, chamando atenção para alguns dos fatores de sucesso na atividade, ou seja, a importância de uma gestão responsável, da participação no mercado e da sustentabilidade do negócio”, explicou o superintendente da Cooxupé, José Eduardo Santos Júnior.

Segundo informações da Cooperativa, o atual cenário, que envolve problemas climáticos, conflitos geopolíticos, altas taxas de juros, falta de mão-de-obra, entre outros desafios,  exige dos produtores foco em investimentos que agreguem valor à atividade rural, voltados para redução dos custos e ganho de produtividade.  

“Não podemos jamais esquecer o trabalho, esforço, dedicação e a tradição dos nossos antigos cooperados, porém, a inovação é o futuro promissor. A gestão responsável deve ser a diretriz de todo gestor. Hoje é preciso ter um perfeito conhecimento de sua atividade, de seus custos e dos riscos inerentes à essa atividade para tomar sempre as melhores decisões comerciais”, reforçou Júnior.

Ainda segundo o superintendente, a Feira do Cerrado é uma oportunidade única para participação ativa dos produtores, “os cooperados são incentivados a aproveitar as oportunidades de mercado de café. A sustentabilidade do negócio não depende só da gestão qualificada de sua produção, mas também na assertividade nas vendas. Quem concentra vendas corre risco de acertar ou de errar. Quem vende parcelado, faz preço médio, e quem faz média geralmente acerta. É preciso estar sempre participando do mercado, tanto no físico como no futuro. Dessa forma, os produtores contribuem para um bom preço médio do café”, alertou.

Por: Raphaela Ribeiro

Fonte: Notícias Agrícolas

Leonardo Assad

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