O que muda para o café brasileiro com o acordo entre Mercosul e União Europeia

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deve ser assinado no próximo sábado (17), no Paraguai, após aprovação pelo Conselho Europeu. O tratado tende a inaugurar uma nova fase para o café brasileiro ao prever a redução gradual das tarifas de importação sobre cafés industrializados, estimular investimentos no país e fortalecer a posição do Brasil nas futuras negociações comerciais internacionais.

Pontos positivos para o café:

1. Redução de tarifas para cafés industrializados

O acordo prevê a desgravação gradual das tarifas de importação aplicadas aos cafés solúveis e industrializados do Brasil, que cairão ano a ano até zerar em até quatro anos.

2. Café verde já é isento, mas o ganho está no valor agregado

Como o café verde brasileiro já não é tarifado na União Europeia, o principal avanço do acordo está na industrialização, estimulando exportações de produtos com maior valor agregado.

3. Aumento da competitividade no mercado europeu

Com menos impostos, o café industrializado brasileiro tende a chegar ao consumidor europeu com preços mais competitivos, abrindo espaço para aumento dos embarques ao bloco.

4. Estímulo a novos investimentos no Brasil

O acordo pode, ainda, impulsionar investimentos em indústrias de cafés industrializados, fortalecendo a cadeia produtiva e o desenvolvimento regional.

5. Salvaguardas viabilizam o acordo sem travar o café

O texto mantém salvaguardas para setores sensíveis do agronegócio europeu, o que ajudou a destravar a aprovação política do tratado, sem impedir os ganhos para o café brasileiro.

6. Reconhecimento internacional da atuação brasileira

A conclusão do acordo funciona como um selo de credibilidade internacional, qualificando o Brasil para negociações comerciais mais amplas e complexas.

7. Porta aberta para novos mercados globais

O avanço com a União Europeia fortalece o Brasil em negociações em curso com Canadá e países asiáticos, ampliando a presença do café brasileiro no mercado global.

Leonardo Assad

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