Dia Nacional do Café: Brasil consome 1,4 mil xícaras por pessoa ao ano
Brasil, maior produtor e exportador, mantém consumo interno de 1,4 mil xícaras por pessoa ao ano, sinal de força do setor em meio a preços elevados
Por Telinha
Brasil celebra o Dia Nacional do Café em 24 de maio mantendo a posição de liderança mundial na produção e exportação da bebida. O país é o maior produtor e exportador global, além de figurar entre os maiores consumidores, mesmo com a alta recente dos preços.
Dados da Abic apontam que o café está presente em 98% dos lares brasileiros. Em 2025, o consumo interno atingiu 21,4 milhões de sacas, equivalente a cerca de 1,4 mil xícaras por pessoa ao ano.
Ainda que os picos de preços entre 2024 e 2025 tenham freado o consumo, o cenário vem se estabilizando. O varejo registrou recuo de 2,3% em 2025, mas houve aumento de faturamento para a indústria, com R$ 46,2 bilhões no ano.
No aspecto externo, o Cecafé informa que o Brasil exportou aproximadamente 40 milhões de sacas de café em 2025 para 121 países, gerando receita cambial de US$ 15,6 bilhões, o maior valor da história do setor. Cafés diferenciados respondem por mais de 20% das exportações, com os EUA como principal destino.
A Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, recebeu mais de 6 milhões de sacas de café arábica em 2025, volume que corresponde a cerca de 17% da produção nacional da variedade. A cooperativa atende mais de 21 mil produtores em Minas Gerais e São Paulo e exporta para cerca de 50 países.
Dados do Crest, da Abrasel, mostram que o consumo de café fora de casa gerou cerca de R$ 12 bilhões em 2025, mesmo com retração no volume de pedidos. Padarias lideraram o faturamento do setor, seguidas por redes de alimentação não empratadas e supermercados.
Ao longo do ano, aproximadamente 1 bilhão de pedidos ou transações envolvendo café foram registradas, volume 17% menor que em 2024. O gasto total também recuou, com queda de 6% no mesmo período.
A executiva Ingrid Devisate, vice-presidente executiva do IFB, afirma que o café permanece como símbolo da rotina brasileira, ainda que o consumo esteja mais criterioso. A bebida ganha espaço em formatos como cafés gelados e drinks não alcoólicos com adições diversas.
Mais de 64% do consumo ocorre no café da manhã, e 26% no lanche da tarde. O perfil de consumidores manteve-se estável, com adultos acima de 25 anos respondendo por mais de 83% da demanda. Motivações como conveniência, hábito e indulgência continuam entre os principais fatores, ainda que com menos vigor em relação ao ano anterior.
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